“Me arruma um emprego fixo e documento pra ver se eu não paro de usar"

Diogo*, 28 anos (*nome fictício)

iG Minas Gerais |

Entrei no tráfico com 12 anos pra usar droga e desde os 17 uso crack. Moro aqui, na Pedreira mesmo, com minha avó, que chamo de mãe. Já roubei ela (sic) demais pra comprar droga. Aí eu sumo de casa, mas ela sabe que no máximo em oito dias eu vou aparecer. Chego a fumar umas cinco gramas por dia, quando vejo fiquei três dias sem dormir. Já tomei um monte de tiro, marca em mim tem um monte, mas tenho corpo fechado. Tenho vontade de parar de usar. Os irmãos da igreja vêm oferecer ajuda, mas a hora de parar vai ser pela minha vontade. Se eu tivesse identidade, eu tava (sic) na obra. Me arruma um emprego fixo e documento pra ver se eu não paro. Mas só de pensar em tirar um monte de documento, já me desanima. Sonho eu nem tenho mais.

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