Campanha eleitoral bate recorde e custa R$ 5 bilhões

Custo do pleito de 2014 é 2% maior do que o de 2010

iG Minas Gerais |

Justiça Eleitoral fornece todos os dados sobre os gastos com a eleição
Nelson Jr./TSE
Justiça Eleitoral fornece todos os dados sobre os gastos com a eleição

Brasília. A campanha eleitoral deste ano, a mais cara da história da democracia brasileira, teve um custo total de quase R$ 5 bilhões, dos quais 60% foram gastos por candidatos de apenas três partidos.

As candidaturas do PT, PSDB e PMDB totalizaram despesas de R$ 2,9 bilhões, que se concentraram sobretudo em serviços de publicidade e produção de materiais impressos e de programas do horário eleitoral.

O levantamento foi feito com base nas prestações finais de contas fornecidas pelas campanhas eleitorais ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A análise considerou as despesas de todos os candidatos, diretórios e comitês, tanto vencedores como derrotados, que concorreram para todos os cargos que tiveram disputa neste ano.

Com o valor total gasto na campanha, de R$ 4,92 bilhões, seria possível construir cerca de 76 mil moradias populares do programa Minha Casa, Minha Vida e quase quatro estádios similares ao Itaquerão, na zona Leste da capital paulista.

Em 2010, foram disputadas duas vagas no Senado em cada Estado, o dobro de 2014. Mesmo assim, o custo da campanha eleitoral deste ano foi maior: superou em 2% o total gasto na corrida passada, quando foram investidos R$ 4,83 bilhões, valor corrigido pela inflação do período.

A disputa eleitoral que teve a maior quantia de gastos foi ao cargo de deputado estadual (R$1,2 bilhão), da qual participaram 17 mil candidatos. Na sequência, as que tiveram maiores despesas foram para os cargos de governador (R$ 1,1 bilhão) e de deputado federal (R$ 1 bilhão).

Os gastos em publicidade representaram metade do total investido pelos candidatos na disputa eleitoral deste ano, seguidos por despesas com pagamento de pessoal e com custos de transporte.

Entenda

Julgamento. O Supremo Tribunal Federal julga desde o final do ano passado pedido da Ordem dos Advogados do Brasil para que seja declarado inconstitucional o financiamento por empresas.

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