São João Paulo II defendeu o contato com os espíritos

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O saudoso pastor presbiteriano e escritor Nehemias Marien, do Rio, um dos maiores biblistas brasileiros de todos os tempos, disse que a Bíblia é um manual de psicografia do princípio ao fim, ao que acrescento: e também de psicofonia. Ele ganhou o concurso promovido pela antiga TV Tupi, sobre a Bíblia, no programa “O Céu é o Limite”, de J. Silvestre. Nehemias Marien concorreu com vários padres e pastores doutores em Bíblia. A Igreja, até meados do século XX, condenou muito o espiritismo e até excomungava os espíritas. Mas hoje não faz mais isso. E como os pastores têm herdado os erros da Igreja do passado, eles ainda atacam o espiritismo, uma parte deles mais por não ver seu dízimo diminuído. Moisés proíbe o contato com os espíritos (Deuteronômio capítulo 18), mas as 613 leis mosaicas não devem ser confundidas com as leis divinas. Estas, sim, valem para sempre. As mosaicas são temporárias e, às vezes, são até contrárias às leis divinas do Decálogo. Uma mosaica até manda matar a pedradas os filhos rebeldes (Deuteronômio 21: 21). Moisés proibiu o contato com os espíritos dos mortos por causa da ignorância do povo que nada conhecia de mediunidade para exercer essa prática de contato com os espíritos. Aliás, até hoje, isso é um assunto pouco conhecido. Para entender bem de mediunidade, a pessoa tem que estudar uns cinco anos, um estudo, pois, equivalente ao de uma faculdade. Em outra passagem, Moisés até elogia Eldade e Medade, que estavam recebendo espíritos e profetizando (Números 11: 24 a 30). Um texto de uma clareza meridiana sobre o contato com os espíritos nos é ensinada por João Evangelista (1 João 4: 1). Ele nos pede que examinemos os espíritos para sabermos se são de Deus ou do mal, para que, como se diz, não tomemos gato por lebre. Observe-se que a palavra “espíritos” está no plural e também em grego (“pneumata”), espíritos esses que, no texto, podem ser maus ou bons. E os evangélicos querem teimar em dizer que são incondicionalmente maus todos os espíritos que se manifestam, com exceção do Espírito Santo trinitário dogmático, que respeitamos e muito, mas que não é bíblico. Inclusive, a Igreja Ortodoxa Oriental, conhecida pela sua fidelidade aos princípios bíblicos do cristianismo nascente, discorda também do cristianismo ocidental em algumas questões trinitárias. E podemos dizer que Deus é, por excelência, o “Espírito Santo”, pois não há outro espírito mais santo do que Ele, que é o Pai (o chefão) dos espíritos (Hebreus 12: 9). “O Espírito de Deus descendo como pomba”, chamado de “Espírito Santo” e tido como Deus (Mateus 3: 16). Mas o Espírito Santo na Bíblia é mesmo o conjunto de todos os espíritos, pois cada um de nós é um Espírito Santo. “Nosso corpo é santuário do (dum) Espírito Santo (1 Coríntios 6: 19). Ele é a nossa alma que habita em nosso corpo, dando-lhe vida. O espírito de Daniel é um dos deuses santos (Daniel 4: 8). Deuses são espíritos humanos encarnados ou desencarnados. “Vós sois deuses” (Salmo 82: 6; e João 10: 34). E eis o que disse são João Paulo II na Basílica de São Pedro, em novembro de 1983: “O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo” (“Veja”, edição 1.899, de 6 de abril de 2005, página 93). Recomendo o livro “Os Espíritos se Comunicam na Igreja Católica”, de Paulo Neto, GEEC Publicações, Divinópolis, MG.

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