Coritiba carimba faixa, mas Galo faz a festa no Independência

No jogo da volta olímpica – o primeiro jogo após o título da Copa do Brasil –, o atleticano queria comemorar a conquista com uma vitória, mas o Coxa surpreendeu

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA |

ESPORTES BH MG: LANCES DA PARTIDA ENTRE ATLETICO MINEIRO X CORITIBA NA ARENA INDEPENDENCIA EM BH,  VALIDA PELA 37 RODADA DA SERIE A DO CAMPEONATO BRASILEIRO 2014.
NA FOTO:  ALEXANDRE KALIL

FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 30.11.2014
DENILTON DIAS / O TEMPO
ESPORTES BH MG: LANCES DA PARTIDA ENTRE ATLETICO MINEIRO X CORITIBA NA ARENA INDEPENDENCIA EM BH, VALIDA PELA 37 RODADA DA SERIE A DO CAMPEONATO BRASILEIRO 2014. NA FOTO: ALEXANDRE KALIL FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 30.11.2014

Não costuma acontecer, mas o Galo foi superado neste domingo, no Horto. E daí? O que vale é a festa! No jogo da volta olímpica – o primeiro jogo após o título da Copa do Brasil –, o atleticano queria comemorar a conquista com uma vitória, mas o Coritiba surpreendeu e bateu o Atlético por 2 a 1. Taça em campo, fogos, hino no último volume! Só isso importava.

Era o jogo da vida para os paranaenses, que se livraram definitivamente do rebaixamento com o triunfo. E não foi uma carimbada na faixa qualquer. Na última quarta-feira, o Galo festejou o título da Copa do Brasil sobre o Cruzeiro mas, mesmo sem muitas pretensões no Campeonato Brasileiro – já que já está classificado para a Libertadores –, o técnico Levir Culpi mandou a campo o que tinha de melhor.

A explicação é financeira. O alvinegro queria alcançar o terceiro lugar e faturar R$ 4,2 milhões de premiação, o dobro que ele levaria se fosse o quinto colocado, por exemplo.

Ameaçado de rebaixamento, o Coxa precisava da vitória para pôr fim à agonia. Eis que Carlinhos, em posição duvidosa, abriria o placar logo aos 6 min. Como aconteceu por duas vezes na recente campanha da Copa do Brasil, o Atlético precisaria correr atrás do prejuízo.

Assim, Estava montada a blitz alvinegra, com algo em torno de 70% de posse de bola. Com o volume de jogo, o Galo criou boas chances de empate na primeira etapa. Rafael Carioca chegou a marca, mas o árbitro anulou alegando a saída da bola pela linha de fundo.

A segunda etapa não foi diferente. O Coritiba na retranca e o Atlético tentando furá-la. Estava duro. O número de impedimentos no jogo – 11 – mostrava a ânsia pela vitória, mas uma afobação no último passe. A pressão não surtiu efeito e, num lance fortuito, o ex-atleticano Leandro Almeida ampliou.

O gol de Pedro Botelho saiu aos 44 min, dando tempo suficiente para reacender a mística de fatos impossíveis do Galo. Até o goleiro Victor foi para a área. O empate não saiu, mas os gritos de “é campeão” foram entoados com toda força pelas arquibancadas.

Um por um, o nome dos campeões foram gritados pela Massa, que estava em menor número no jogo que valeu o título.

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