Kalil se despede do Atlético e crava seu nome na história alvinegra

Em seis anos na presidência, dirigente personificou, numa mesma figura, o atleticano apaixonado e o executivo bem-sucedido

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA |

Ora ranzinza, ora brincalhão. Às vezes explosivo, às vezes debochado. Em seis anos na presidência, Alexandre Kalil personificou, numa mesma figura, o atleticano apaixonado e o executivo bem-sucedido. O resultado foi constatado em títulos expressivos, fazendo do Atlético da atualidade o melhor de todos os tempos.

A era Kalil termina nesta terça-feira. Na quarta-feira, o Atlético vai aclamar Daniel Nepomuceno como seu novo dirigente-mor. Na noite deste domingo, Kalil esteve no Independência para a despedida da torcida. Desfilou no gramado, recebeu os aplausos e se emocionou.

Mas como Kalil é sempre Kalil, tinha que aproveitar a oportunidade para zombar o rival. “Eu acho que essa brincadeira que saiu no jornal que eles tremem, é verdade. Eles arrumaram uma confusão. Eu nunca vi tanta trapalhada. Didi, Mussum e Zacarias! É o título mais importante de Minas Gerais. Foi o título mais importante da minha gestão”, cravou.

Se sua presidência terminou bem, o começo não foi fácil. Filho do ex-presidente Elias Kalil, Alexandre Kalil, pegou o clube em uma turbulenta crise política em 2008.

Com seu jeitão autoritário, cortou gastos, superou lutas contra o rebaixamento, mas ousou em contratações de peso, e fez o Galo, pela primeira vez, campeão da América em 2013, além de tirar o time de uma fila nacional de 43 anos com a conquista da Copa do Brasil.

Kalil deixa o cargo sem qualquer arrependimento. “O Atlético tem uma casa (Independência) e um salão de festas (Mineirão). Tem um elenco que deu dois bailes na Copa do Brasil. Provou que está forte. O estádio vai ser feito e é um caminho sem volta para o Atlético”, adianto o dirigente, ainda sem dar detalhes.