Uruguaios vão às urnas no segundo turno das eleições presidenciais

Favorito em todas as pesquisas é o médico oncologista Tabaré Vázquez, candidato da Frente Ampla – a aliança de partidos de esquerda, no poder há dez anos

iG Minas Gerais | Da redação |

Presidential candidate for the ruling Broad Front party Tabare Vazquez, casts his ballot in the general elections, in Montevideo, Uruguay Sunday, Oct. 26, 2014. Polls suggest that Vazquez will fall short of the absolute majority, forcing a runoff next month. His main challenger is center-right National Party candidate Luis Alberto Lacalle Pou, the son of a former president. (AP Photo/Matilde Campodonico)
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Presidential candidate for the ruling Broad Front party Tabare Vazquez, casts his ballot in the general elections, in Montevideo, Uruguay Sunday, Oct. 26, 2014. Polls suggest that Vazquez will fall short of the absolute majority, forcing a runoff next month. His main challenger is center-right National Party candidate Luis Alberto Lacalle Pou, the son of a former president. (AP Photo/Matilde Campodonico)

Os uruguaios vão as urnas, neste domingo (30), para eleger o sucessor do presidente José Pepe Mujica. O favorito em todas as pesquisas de opinião é o médico oncologista Tabaré Vázquez, candidato da Frente Ampla – a aliança de partidos de esquerda, no poder há dez anos. Ele foi presidente de 2005 a 2010, antes de entregar o cargo a Mujica, que foi eleito senador em outubro passado.

As últimas pesquisas de opinião dão a Tabaré Vasquez uma vantagem de 10 pontos percentuais em relação ao adversário, Luis Lacalle Pou – filho do ex-presidente com o mesmo nome e candidato do tradicional Partido Nacional ou Blanco.

“Vai ser uma eleição sem surpresas”, acredita o técnico em informática Diego Hernandez, de 34 anos. Na avaliação dele, a Frente Ampla deve a sua popularidade às políticas sociais, que reduziram a pobreza de 39% para 11%, e a economia, que cresceu em média 5% ao ano. “Sou daquela geração que fez as malas para buscar emprego na Argentina e acabou voltando porque lá a coisa ficou ruim e aqui melhorou.”

Já o engenheiro Fernando Laprida diz que vai apoiar Lacalle Pou por dois motivos: a família toda sempre votou nos “brancos” e ele acha que é hora de mudar. “Tivemos bons governos, mas não é bom um mesmo partido governar durante tanto tempo, tendo sempre maioria no Congresso – um pouco de oposição faz bem para renovar as ideias.”

Seja qual for o resultado, a Frente Ampla já assegurou a maioria no Congresso, que foi totalmente renovado em outubro passado, quando ocorreram as eleições legislativas e o primeiro turno das eleições presidenciais. No Uruguai, tanto o presidente quanto os senadores e deputados têm cinco anos de mandato. O novo governo assumirá em marco.

Se Tabaré Vasquez for eleito presidente, será o terceiro governo consecutivo da Frente Ampla. Nestes dez anos, os chamados frentistas sempre contaram com maioria no Congresso e por isso conseguiram aprovar leis polêmicas como a da legalização do aborto, a do casamento entre pessoas do mesmo sexo e a da produção e venda da maconha.

Tabaré Vasquez disse, na campanha, que o desafio do novo governo será reduzir ainda mais a desigualdade. “O Uruguai é o país da região com a maior porcentagem de classe média em relação à sua população: 62%”, disse ele. “Mas falta muito por fazer”, acrescentou o candidato.

Agência Brasil