Etnia crê em religião própria

O Human Rights Watch, em relatório divulgado em outubro, traz a informação de que o sequestro, abuso e morte sistemáticos dos yazidis podem caracterizar crimes contra a humanidade

iG Minas Gerais | Kirk Semple |

Khanke. Os yazidis seguem uma religião influenciada por uma combinação de credos, incluindo o zoroastrianismo, o judaísmo e o islamismo, mas o Estado Islâmico os considera pagãos adoradores do diabo que merecem a escravidão ou a morte.  

Mais de 5.000 yazidis, talvez até 7.000, na maioria mulheres e meninas, foram sequestrados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), segundo Matthew Barber, membro da Equipe de Gerenciamento de Crises de Sinjar, entidade de defesa que conduziu uma pesquisa bem abrangente sobre as famílias desalojadas. O EI domina parte dos territórios do Iraque e da Síria desde junho, quando proclamou no local um califado.

O Human Rights Watch, em relatório divulgado em outubro, traz a informação de que o sequestro, abuso e morte sistemáticos dos yazidis podem caracterizar crimes contra a humanidade. “É como se todos nós vivêssemos esses casos”, diz Amena Saeed, yazidi ex-membro do Parlamento iraquiano que vem trabalhando em prol dos sequestrados.

O suplício da minoria começou em 3 de agosto, quando o EI lançou um ataque contras seus vilarejos na região de Sinjar, forçando milhares a fugirem para as montanhas próximas. 

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