“Telecinesia” já existe atualmente

As tatuagens, que possuem um sistema de comunicação sem fio, podem ser usadas para controlar objetos fora do corpo – uma espécie de “telecinesia” amparada pela tecnologia

iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

A abertura da Copa do Mundo deste ano mostrou uma das maiores promessas no campo das pesquisas de interação cérebro-máquina. O brasileiro Juliano Pinto, paraplégico, deu o pontapé inicial da Copa com a ajuda do exoesqueleto desenvolvido pela equipe do médico e cientista brasileiro Miguel Nicolelis.

Para operá-lo, o usuário do traje robótico é colocado dentro dele e recebe um capacete com eletrodos capazes de captar suas ondas cerebrais. Esses sinais são passados para um computador que fica dentro de uma mochila no próprio traje. Lá, eles são decodificados e usados para mover os pistões hidráulicos do traje. Outra pesquisa, liderada pelo professor de engenharia elétrica Todd Coleman, da Universidade da Califórnia San Diego, nos Estados Unidos, desenvolveu uma espécie de “tatuagem temporária” com capacidade de captar os sinais cerebrais. O apetrecho, que tem a espessura de um fio de cabelo, é não invasivo – colocado na superfície da pele – e totalmente flexível, permitindo movimentação normal ao usuário. As tatuagens, que possuem um sistema de comunicação sem fio, podem ser usadas para controlar objetos fora do corpo – uma espécie de “telecinesia” amparada pela tecnologia.

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