Entre uma pancada e outra

No ar no folhetim infantojuvenil “Malhação”, Maria Joana relembra sua rotina do teatro na televisão

iG Minas Gerais | caroline borges |

“A ideia é desenvolver os detalhes dos personagens. Essa é uma característica do cinema e do teatro”
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
“A ideia é desenvolver os detalhes dos personagens. Essa é uma característica do cinema e do teatro”

Atuar em “Malhação” desperta em Maria Joana uma sensação de nostalgia. Em sua terceira novela na Globo, a intérprete da intensa lutadora Nat encara a trama infantojuvenil como uma forma de se reaproximar de suas origens no teatro a partir do método de trabalho do diretor geral Luiz Henrique Rios. Além da atribulada rotina de gravações, a atriz também conta com um cronograma de aulas com uma preparação específica para a trama de Rosane Svartman e Paulo Halm. “A ideia é desenvolver os detalhes dos personagens. Isso é muito raro na TV. Essa é uma característica do cinema e do teatro. Isso dá a chance de aprimorar o trabalho ao longo do tempo”, explica. Na história, a personagem de Maria Joana entrou para esclarecer o sumiço de Alan, papel de Diego Amaral, quando ele foi dado como morto. “Nessa busca pela verdade, ela acaba se encantando por Duca (Arthur Aguiar), irmão de Alan. É uma personagem muito triste e sozinha”, ressalta.

Convidada para integrar o elenco da trama um mês após a estreia, a atriz contou com o auxílio do professor de muay thai Flávio Almendra para incorporar o perfil de uma lutadora. Ainda assim, o esporte não era um universo distante do dia a dia de Maria Joana. “Sempre pratiquei boxe. Usei o que eu já sabia e fui agregando aos ensinamentos do muay thai. O mais importante é encontrar a expressão corporal da personagem. O atleta de muay thai tem um corpo 100% presente e consciente. Está sempre em alerta”, afirma. Além do folhetim adolescente, a atriz também pode ser vista em outros dois trabalhos simultâneos: a série “Meu Amigo Encosto”, do Viva, e a produção norueguesa “Lilyhammer”, exibida pelo Netflix. Inclusive, a oportunidade de atuar nos mais diferentes veículos é o que movimenta a carreira de Maria Joana. “Quanto mais ferramentas você tiver, melhor. Atualmente, formatos engessados passam por fortes mudanças. Por isso, é um privilégio experimentar”. Preferências Ator: Tony Ramos Atriz: Cássia Kis Magro Homem bonito: Brad Pitt Mulher bonita: Amanda Peet e Julia Roberts Se não fosse atriz, o que seria: Psicóloga Novela preferida: “O Cravo e A Rosa”, de 2000, da Globo Vilão marcante: Adriana Esteves como Carminha em “Avenida Brasil” Filme: “A Bela do Palco”, de Richard Eyre, de 2004 Livro de cabeceira: Romances japoneses Autor: Stieg Larsson Diretor: Quentin Tarantino Projeto: Quero muito fazer um filme sobre dança

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