Debaixo dos holofotes

Atores e apresentadores contam como lidam com a fama e o assédio do público nas ruas

iG Minas Gerais | luana borges |

Afonso Carlos/Czn
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A fama é consequência inevitável de trabalhar frente às câmeras. Afinal, a televisão aiaior número de pessoas. Às vezes, basta até um anônimo aparecer por alguns minutos na tela para ser reconhecido nas ruas. Mas, em se tratando de atores de novelas e apresentadores de TV, essa realidade é bem mais intensa. E cada pessoa lida de uma maneira. Há quem prefira ir a lugares públicos em horários alternativos e mais vazios. E tem aqueles que juram não se incomodar com o assédio constante – na verdade, até gostam. Fátima Bernardes, por exemplo, se acostumou com o fato de ser não só conhecida pelo público, mas ter sua vida privada exposta desde a época em que ficava na bancada do “Jornal Nacional”. Principalmente por ser casada com o editor e apresentador do telejornal, William Bonner, e ter tido trigêmeos. E lida com naturalidade em relação a toda essa exposição. “Tudo isso já gerava uma aproximação muito grande das pessoas e das mulheres que queriam engravidar, porque eu também não conseguia engravidar”, lembra. nda é a mídia que atinge um m

Agora no entretenimento da Globo com o “Encontro com Fátima Bernardes”, ela percebe que o público está mais à vontade em abordá-la. “O que sinto hoje é mais leveza. Antes, havia uma certa cerimônia”, compara.

Quando o público-alvo em questão é predominantemente de crianças, lidar com a fama pode ser um pouco mais complicado. Que o diga Rosanne Mulholland. Atualmente no ar como a Débora de “Alto Astral”, ela experimentou o ápice da fama quando interpretou a professora Helena no remake de “Carrossel”, do SBT. No início, a atriz confessa que se sentia insegura com tantos olhares. Com o passar do tempo, se acostumou com isso e com as abordagens mais acaloradas. “Às vezes, uma pessoa fica olhando muito, você não sabe se tem alguma coisa errada com seu cabelo, se a pessoa está te reconhecendo... Depois, você relaxa. É engraçado porque parece que me conhecem o tempo todo, mas não quero mudar minha vida por causa disso”, afirma.

Com quase 45 anos de carreira na TV, Flávio Galvão lembra de quando era difícil sair nas ruas por conta de um personagem. Depois de interpretar o Raul de “Corpo a Corpo”, de 1984, o ator decidiu passar um mês em Nova York, nos Estados Unidos. Foi a maneira que encontrou para conseguir sair na rua despercebido. “Aqui, eu não podia botar o nariz na porta. Era uma loucura! Fui fazer a Festa do Candango e tive de pedir para o povo não invadir o palanque, eram 30 mil pessoas. O carro subiu no palco, eu entrei e saí pelo outro lado”, recorda ele, atualmente no ar em “Império”, na pele do mulherengo Reginaldo.

Já Ricky Tavares não precisou ir tão longe. Na época em que viva o Rodrigo, na temporada 2009 de “Malhação, o assédio do público teen era muito forte. O ator percebeu, então, que a melhor alternativa para ir ao shopping, por exemplo, era escolher dias e horários de menos movimento. “Eu não ia ao shopping sexta, sábado e domingo. Se eu ia era só às 23h para ver um filme ou segunda à noite”, conta o Mossoró de “Vitória”. Mesmo assim, Ricky admite gostar de ser reconhecido. “Receber o carinho de uma pessoa que admira o seu trabalho é muito legal”, avalia.

A fama pode ser oscilante. Tanto que, quando um ator está no ar, ele é muito mais reconhecido do que quando não está. Por isso, é preciso ter a cabeça no lugar para não se deixar abater por esses altos e baixos. Giselle Batista sabe bem disso. Na época em que vivia a Isadora de “Cheias de Charme”, ela era muito reconhecida. Depois que a novela terminou, as coisas se acalmaram. Mas a atriz não teve qualquer crise de vaidade. Pelo contrário. “Eu gosto desse lugar em que é bacana ter seu trabalho reconhecido, mas é bom também poder fazer coisas que todo mundo faz: andar de ônibus, pegar metrô, fazer supermercado. Eu não quero deixar de fazer nada disso”, decreta ela.

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