Pelé deve estar em casa até o fim da próxima semana, diz seu filho

Após ser transferido para a UTI por apresentar quadro de infecção uniária, Edinho declarou que seu pai está bem

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Pelé pede que manifestantes 'poupem' seleção na Copa
Divulgação/Fifa
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Após visitar seu pai, Pelé, 74, no hospital Albert Einstein, Edinho, 44, declarou que seu pai está bem, e que deve ter alta até o final da próxima semana.

"Estou muito feliz, muito aliviado, pois ele está com aspecto muito bom . Eu ainda não tinha o visto nesta segunda internação e estou muito satisfeito e feliz de ver que ele está se recuperando bem. Ele está sendo acompanhado de hora em hora e o caminho é cada vez mais tirar medicações e aparelhos. Ainda não há previsão de alta, mas acredito que até o final da semana que vem ele já deve estar em casa", disse o filho do ex-jogador.

"Ele está se alimentando bem, e reclama da fisioterapia e da concentração, como todo bom jogador. Ele está louco para sair, tem acesso à informação e está acompanhando tudo que está acontecendo aqui fora", acrescentou.

O hospital Albert Einstein, em São Paulo, informou neste sábado (29) que Pelé apresenta uma boa evolução contínua, mas permanece internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). O tratamento do ex-jogador deverá ser paralisado no domingo (30).

De acordo com o novo boletim médico, divulgado às 15h30 (de Brasília) deste sábado (29), Pelé "continua com boa evolução, sob cuidados na Unidade de Terapia Intensiva. Mantém-se lúcido e estável do ponto de vista hemodinâmico e respiratório. O tratamento de suporte renal (hemodiafiltração veno-venosa contínua) continuará sendo administrado até amanhã cedo, sendo então pausado".

Segundo o hospital, o tratamento deverá ser pausado no domingo (30) após meio-dia. Pelé deverá ficar em observação entre 24 horas e 48 horas e não deve receber alta antes de segunda-feira (1). O tratamento temporário de suporte renal (hemodiálise) é contínuo e dura 72 horas. Iniciado na quinta-feira, deve ser realizado até este domingo (30). Depois disso, o Rei do Futebol passará por um período de observação, quando os médicos verificarão se o rim do ex-jogador consegue filtrar o sangue normalmente.

Internado no hospital Albert Einstein desde segunda-feira (24), depois de exames de revisão de sua cirurgia de cálculos renais revelarem um quadro de infecção urinária, Pelé, 74, foi transferido para a UTI na tarde desta quinta-feira (27).

Na tarde desta sexta (28), o hospital divulgou que o ex-jogador "respira espontaneamente. A única bactéria identificada até o momento é sensível aos antibióticos utilizados. Não foi identificada nenhuma infecção sistêmica. O paciente alimenta-se normalmente por via oral".

Segundo o assessor do ex-atleta, José Fornos Rodrigues, o Pepito, Pelé deve ter alta na próxima semana. Desde os tempos de jogador, Pelé tem apenas um rim.

A reportagem apurou que o Rei do Futebol apresentou sinais de sepse, ou seja, focos infecciosos nos rins. Como a infecção não respondeu aos primeiros antibióticos, houve paralisação na função renal. Isso significa que os órgãos passaram a não filtrar mais as impurezas do sangue. A máquina, então, está fazendo essa função.

A sepse, conhecida antigamente como "septicemia" ou "infecção generalizada", tem vários estágios. Se não controlada rapidamente e de forma adequada, pode levar o paciente à morte. Por isso, a equipe médica de Pelé tomou a decisão de entrar com antibióticos mais pesados, colocá-lo em hemodiálise e mantê-lo na UTI.

O fato de ser um paciente idoso (apesar da aparente boa saúde) aumenta o risco de o quadro piorar. Mas, conforme a reportagem apurou, o caso inspira cuidados. Nas sepses mais graves, a pessoa apresenta queda da pressão arterial e pode desenvolver insuficiência respiratória, precisando de ventilação mecânica (respiração artificial). Por ora, Pelé não precisou desse recurso.

De acordo com o boletim divulgado pelo hospital às 16h10 de quinta, o ex-jogador passava por instabilidade clínica. O boletim de quarta (26) dizia que Pelé fazia tratamento com antibióticos por via endovenosa e o seu estado de saúde era estável.

Na tarde de quinta, Claudio Lottemberg, presidente do Hospital Albert Einstein, havia descartado o diagnóstico de sepse, mas disse que não tinha autorização da família de Pelé para dar mais informações.

A internação de Pelé ocorreu exatos 11 dias após ele ter recebido alta no mesmo hospital, na zona sul da capital. Na primeira vez que foi internado, ex-jogador sentiu uma indisposição estomacal, causada pela alimentação, durante o último dia 12. Os exames detectaram pedras nos rins, nos ureteres e na bexiga, e Pelé foi submetido a uma cirurgia no último dia 13. Recebeu alta no sábado, no dia 15.

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