“Nova equipe não é suficiente”

iG Minas Gerais |


Marina Silva elogiou escolhas de Dilma, mas cobrou autonomia
Reprodução / TV Globo
Marina Silva elogiou escolhas de Dilma, mas cobrou autonomia

Brasília. Derrotada no primeiro turno das eleições presidenciais, a ex-ministra Marina Silva (PSB) afirmou ontem que o anúncio da nova equipe econômica não vai ser o suficiente para recuperar a credibilidade do governo da presidente Dilma Rousseff.

Em nota, ela elogia os nomes escolhidos para os ministérios da Fazenda e do Planejamento, mas diz que há dúvidas se, de fato, “eles terão autonomia para fazer os ajustes que o país precisa”, como “controlar a inflação e diminuir os gastos públicos”. “O governo federal gerou tantas incertezas nos últimos anos que apenas novos nomes, por mais consistentes que sejam, não vão resgatar a credibilidade”.

Marina cobrou mais transparência do governo, não só para acabar com as “maquiagens contábeis”, mas para que a população tenha acesso às informações sobre políticas públicas.

Desigualdade. Já o presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres, criticou a nova equipe econômica. Em nota, ele afirma que a indicação de Joaquim Levy, considerado um economista ortodoxo, para o Ministério da Fazenda demonstra, no mínimo, “miopia grave”, “pois atropela as ideias desenvolvimentistas e de redução da desigualdade”.

Para Torres, isso sinaliza que as discussões sobre gasto social, salário mínimo e sustentabilidade da Previdência Social estão “ameaçadas”, “na medida em que passarão a ser coadjuvantes na política do governo”.

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