‘Poses’ para a solidariedade

Com o objetivo de angariar recursos para escola, sete mulheres protagonizam calendário sensual

iG Minas Gerais | natália oliveira |

MATERIA GAROTAS DO CALENDARIO
Mulheres fazem calendario sensual para ajudar instituicao de caridade .
Samara , Silvana

FOTO : Alexandre Telles / Divulgacao
Alexandre Telles / Divulgacao
MATERIA GAROTAS DO CALENDARIO Mulheres fazem calendario sensual para ajudar instituicao de caridade . Samara , Silvana FOTO : Alexandre Telles / Divulgacao

Renata Arantes Vilela, 50, teve uma ideia ousada para arrecadar dinheiro e manter de pé um sonho que começou a construir há mais de 20 anos: ajudar crianças com deficiências físicas e mentais. Ela e outras sete mulheres, de 46 a 72 anos, estampam as páginas de um calendário de fotos sensuais. O projeto visa ajudar a escola Flor Amarela, instituição em São Vicente de Minas, cidade no Sul do Estado. O lugar, idealizado por Renata, não tem fins lucrativos e atende, atualmente, pessoas de diferentes idades.

O lançamento do calendário e a ação de vendas serão no próximo dia 1° no Godofredo Bar, no bairro Santa Tereza, na região Leste da capital, a partir das 19h30. Ainda em dezembro, o calendário deve ser lançado no Rio de Janeiro e em São Paulo. Serão 500 impressões que custarão R$ 50 cada. Toda a renda arrecadada será revertida para a Flor Amarela.

A história da escola começou em 1991, quando Renata saiu do Rio de Janeiro para a pequena São Vicente de Minas com o intuito de trabalhar com crianças portadoras de necessidades especiais. “Tinha acabado de me formar em pedagogia, e na faculdade eu gostava de trabalhar com educação especial. Sabia que São Vicente não tinha nenhuma escola desse tipo, então quis vir e montar o projeto. Na época era muito nova, tinha 26 ou 27 anos, não tinha nenhum recurso e recebia ajuda do meu pai para me manter”, conta Renata.

Evolução. Com muita vontade, mas pouco dinheiro, ela se apropriou de um prédio abandonado e deu início ao projeto ali mesmo. “No começo, tudo foi muito difícil, tive que ir descobrindo pessoas com deficiência e fui de casa em casa para explicar o projeto. Na época, eles ficavam escondidos e era difícil para as pessoas se abrirem à novidade”, relembra Renata. Nessa etapa inicial, 11 crianças eram assistidas, mas após um ano, em 1992, ela conseguiu ajuda de políticos e de empresários e, aos poucos, foi aumentando a capacidade da instituição, inclusive realizando eventos para arrecadar fundos.  

Para doar

Ato. Os interessados em ajudar a Flor Amarela podem fazer depósitos no Banco do Brasil, em nome da Escola Especial Globo Azul, CNPJ 26111799000187, agência 3807-5, conta 12888-0.

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