Após vencer ebola, homens devem ficar três meses sem sexo

Orientação da OMS visa minimizar o risco de transmissão do vírus pelo sêmen

iG Minas Gerais | Da redação |

Orientação. Mesmo depois de curados, homens com ebola devem se abster de sexo
Baba Ahmed /ap - 25.11.2014
Orientação. Mesmo depois de curados, homens com ebola devem se abster de sexo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que os homens que contraíram e depois se recuperaram do ebola deixem de fazer sexo por três meses. O objetivo é minimizar o risco de transmissão do vírus por meio do sêmen. Embora a transmissão por via sexual nunca tenha sido documentada, os cientistas detectaram a presença do vírus no sêmen de sobreviventes.

Quatro pacientes que se recuperaram do ebola e que foram observados por pesquisadores, três testaram positivo para o vírus no sêmen. Um deles ainda apresentava o vírus no líquido seminal até 82 dias após o fim dos sintomas. Ainda há indícios de que o fluido vaginal de mulheres que já foram curadas da doença também contenha o vírus, mas o alerta da OMS foi direcionado unicamente para homens.

“Homens que se recuperaram da doença devem estar cientes de que o sêmen pode ser infeccioso por até três meses após o início dos sintomas”, disse a OMS em comunicado. “Por causa do potencial de transmitir o vírus sexualmente durante esse período, esses homens devem manter uma boa higiene pessoal após a masturbação, se abster de sexo (incluindo oral) por três meses após o início dos sintomas ou utilizar preservativos caso a abstinência não seja possível.”

Congo. Apesar do avanço da doença, há também boas notícias. A OMS também declarou recentemente que a República Democrática do Congo foi considerada livre da doença após o país passar por 42 dias, o dobro do período de incubação do vírus, sem reportar casos de ebola. O surto na nação, que é uma epidemia separada da que acontece na África Ocidental, deixou 49 pessoas mortas.

O ebola, doença que infectou e matou milhares de pessoas em uma grande epidemia no Oeste da África, normalmente se espalha por meio dos fluídos corporais, como sangue, saliva e fezes. O vírus causa febre hemorrágica, e ainda não há cura ou vacina.

Mortes

Dados. Oito países foram afetados pela epidemia: Serra Leoa, Guiné, Libéria, Mali, Nigéria, Senegal, Espanha e Estados Unidos. Quase 16 mil pessoas foram contaminadas e 5.689 morreram.

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