Beatles para todos os gostos

iG Minas Gerais | Jéssica Almeida |

Um dos quadros que integram a exposição “The Beatles in My Life”, de Camilo Lucas
CAMILO LUCAS SILVA/DIVULGAÇÃO
Um dos quadros que integram a exposição “The Beatles in My Life”, de Camilo Lucas

Um dos discos de maior sucesso de Beto Guedes, “Alma de Borracha” (1986), homenageia os Beatles com um título que é a tradução literal de “Rubber Soul”, nome do sexto álbum lançado pelo quarteto inglês, em 1965. “Certas Canções”, de Tunai, foi inspirada por “Ebony and Ivory”, de Paul McCartney. Márcio Greyck fez uma série de versões para músicas dos garotos de Liverpool.

É grande a influência dos Beatles na música mineira e é por isso que um dos destaques da terceira edição da BH Beatle Week, que começa na próxima quarta (3), é a apresentação “Minas e os Beatles”, na quinta (4), inteiramente dedicada à ligação entre o Trem Azul e o Submarino Amarelo.

“É uma reunião inédita”, diz Aggeu Marques, um dos músicos da apresentação e organizador do evento. Além dos nomes já citados, estarão presentes Lô Borges, Paulinho Pedra Azul, Affonsinho e a banda Fio da Navalha.

Haverá, ainda, outras três apresentações temáticas. No sábado, (6), Aggeu Marques e o norte-americano Gary Gibson reeditam o show “Para Lennon & McCartney”, feito pela primeira vez em agosto; a orquestra Ouro Preto realiza, no domingo (7), a gravação do DVD “Classic Beatles”; e na sexta (5), as bandas BX4 e 4 Beatleband, da Argentina, e a Nowherband, do Chile, fazem o “Latin Beatles”. “Desde o ano passado estamos investindo na internacionalização do festival que, no ano que vem, deve ter também uma banda turca”, adianta Aggeu.

Noite Latina

A BX4 tem duas características inusitadas, em se tratando de tributo aos Beatles: são um grupo vocal e têm uma mulher na formação. “Na Argentina, os grupos vocais são muito comuns, principalmente no folclore. Nós aproveitamos o formato para fazer a música dos Beatles”, explica o guitarrista Hugo Damiani. “E a voz feminina dá uma ampliação ao registro vocal, dos graves e agudos, soma cores diferentes”, acrescenta. O show deles será acompanhado apenas por um violão e bastante focado nos arranjos vocais.

Já a Nowhereband pretende dar vida ao conceito “Os Beatles ao vivo na década de 1970”, como revela o baixista Yamil Álamo. “A ideia é imaginar como teria sido um show da banda nos anos 70, se eles não tivessem se separado. Assim, incluímos sucessos solo e canções do fim dos anos 60”, completa. Em contraste, a 4 Beatleband faz um show focado na época da beatlemania.

A BH Beatle Week ainda conta com uma série de shows na Status Café e nas casas que integram o Circuito do Rock, na região centro-sul, além da exposição “The Beatles in My Life”, do artista Camilo Lucas, que também integra a programação da semana. “Nossa intenção é dar um caráter cada vez mais cultural ao evento”, afirma Aggeu.

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