Silva em versão ensolarada

iG Minas Gerais | Jessica Almeida |

Silva costumava vir com frequência a BH, ter aulas de violino com um professor da UFMG
JORGE BISPO/DIVULGAÇÃO
Silva costumava vir com frequência a BH, ter aulas de violino com um professor da UFMG

“Meio que uma árvore de Natal”, é como o músico capixaba Silva define seu primeiro álbum, “Claridão” (2012), em relação ao segundo, “Vista pro Mar” (2014), que ele lança em BH no próximo sábado (6), no Granfinos.

A metáfora é só uma forma bem-humorada de dizer que ele simplificou seu modo de compor. “Minhas primeiras músicas têm várias camadas, milhões de instrumentos. Eu gosto disso, mas quando ia tocar ao vivo só tinha um baterista me acompanhando”, diz. “Então, no segundo, eu acabei limpando um pouco. A palavra certa para ele é minimalista”.   Orientado pelo título, escolhido antes de começar a pensar as músicas, fez surgir um conjunto ensolarado, “para ouvir na beira da praia, da piscina”, como ele mesmo define.   Na apresentação, Silva mescla canções dos dois trabalhos, dando ênfase ao mais recente. Além disso, recebe no palco como convidada Fernanda Takai. A cantora, que participou do disco na faixa “Okinawa” (nome de uma região praiana no Japão), elegeu Silva uma de suas vozes preferidas na atualidade.    Fã da vocalista do Pato Fu desde a infância, o músico diz que a aproximação dos dois foi algo surreal. “Quando começamos a fazer nossas músicas, eu e meu irmão (Lucas Silva, que compõe com ele), ficávamos nos perguntando se algum dia íamos conhecê-la. E ela é tão de verdade, tão tranquila. Sou seu fã pessoal e profissionalmente”, declara.   Guilherme Arantes Já chamado de “mistura de Guilherme Arantes com James Blake”, Silva acabou regravando uma música do primeiro no disco “Nelson 70”, que comemora o 70º aniversário de Nelson Motta. “Guilherme é um super músico, sou seu admirador pra caramba, mas comparação é sempre comparação, tenho medo de ficar reducionista, isso de ‘o novo Guilherme Arantes’. Meu som tem muitas referências, não só essa”, diz o músico, que gravaria em “Nelson 70” “Coisas do Brasil”, mas pediu para trocar por “Marina no Ar”. “É uma música que adoro e é menos falada. Mas fiz uma versão diferente, usando referências de coisas que ouço, como R&B, drum’n’bass, pop e eletrônica”.   Silva Participação especial: Fernanda Takai. Granfinos (av. Brasil, 326, Santa Efigênia, 3241-1482). Dia 6 (sábado), às 22h. R$ 100 (inteira), R$ 80 (inteira promocional) e R$ 50 (mediante doação de água ou 1kg de alimento)

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