Tatá Aeroplano pousa em BH

iG Minas Gerais | Giselle Ferreira |

Tatá Aeroplano apresenta seu segundo disco, “Na Loucura e na Lucidez”, no Vitrola Festival do Vinil, no Oi Futuro
TV Globo / Zé Paulo Cardeal
Tatá Aeroplano apresenta seu segundo disco, “Na Loucura e na Lucidez”, no Vitrola Festival do Vinil, no Oi Futuro

Otávio voa longe desde os 6 anos de idade, quando escreveu um rock sobre “Os Três Porquinhos”. Ali descobriu no que era bom e o que gostaria de fazer pela vida. De lá pra cá, ele adotou o codinome de Tatá Aeroplano e decola cada vez mais alto e estável. O resultado de seu segundo voo solo poderá ser visto na próxima quarta (3), quando o artista lança o disco “Na Loucura e Na Lucidez” no Vitrola Festival do Vinil, a acontecer no Oi Futuro.

O Aeroplano parece ter, inclusive, combustível inesgotável. Tatá se define como um compositor compulsivo e confessa tentar parar em alguns momentos. “Mas não tem jeito, a música vem”, diz. Ele lançou, em 2012, seu debute homônimo compilado a partir de composições garimpadas em meio às inúmeras fitas cassete que ele grava sempre que escreve.   E da mesma maneira como quando terminou o primeiro disco já preparando o sucessor, o músico paulista já tem praticamente pronto um terceiro para ser lançado em 2015. Este, no entanto, deve ser mais um na voz do Frito Sampler, pseudônimo de Tatá como vocalista do Jumbo Elektro – a banda da qual ele faz parte desde 2004, que tem como característica as letras de “embromation” em inglês, francês, alemão, japonês e espanhol.   Junto com o álbum deve sair também um minidocumentário que ele gravou numa noite criativa com a namorada Julia Valiengo (Trupe Chá de Boldo).    A facilidade com que Tatá cria pode ser explicada, talvez, pela naturalidade com que ele encara todo o processo. Ele não precisa de rimas e não tem medo de ser seu próprio eu-lírico. Sua marca são as canções simples, minimalistas, cheias de confissões e de cenas relatadas – as letras chegam a soar como um filme musicado, conforme avalia o artista.   “As coisas soam simples assim porque meu jeito de compor é bem intuitivo. Pego o violão e, quando vejo, já tem uma música pronta. São músicas sobre o que eu percebo pelo mundo, sobre coisas e pessoas próximas a mim. Absorvo tudo o que acontece no meu entorno e estou cada vez mais confessional. Cada disco encerra um ciclo e marca uma época de coisas que eu estava vivendo. Depois de um tempo, quando escuto os meus discos, vou entendendo que eles contam uma história. Tem enredo, tem uma coisa entre as músicas que as conecta como em um filme”, conta ele, para quem tudo dá música.    “Eu sou muito de andar na rua, de sair à noite, de ir ao cinema, ler livros. Tudo isso é alimento. Sempre estou buscando aqueles momentos em que a cabeça fica totalmente livre para pirar. Assim eu me mantenho inspirado e assim fui aprendendo que o grande lance da vida – e para aproveitar a vida – é ter a cabeça boa para absorver e digerir as coisas simples que a gente observa. Tudo isso que todo mundo vê, mas que às vezes passa batido pela maioria das pessoas”.    Atento Sempre ligado, Tatá não dispensa as novidades e convidou o belo-horizontino Nobat para participar de seu show no Oi Futuro. Nobat foi apontado pela revista “Rolling Stone” como a mais recente revelação da música mineira. Eles devem tocar juntos canções do primeiro álbum de Tatá. As bandas Angu Stereo e Somba completam o line up do festival.    Tatá Aeroplano Vitrola Festival do Vinil Teatro Oi Futuro Klauss Vianna (av. Afonso Pena, 4.001, Mangabeiras, 3229-3131). Quarta (3), às 20h. R$ 20.

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