Unipar acusa pressão de Janene

iG Minas Gerais |

Brasília. Dois executivos da empresa Unipar Carbocloro, de São Paulo, afirmaram em depoimentos ter sofrido pressões do doleiro Alberto Youssef para pagamento de valores sem a prestação de serviço. Eles disseram que pagaram cerca de R$ 812 mil após ameaças de Youssef e do deputado federal José Janene (PP-PR), morto em 2010.

Ao mapear os pagamentos recebidos pelas empresas de Youssef, a força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Federal (PF) do Paraná encontrou três depósitos da Unipar Participações na conta da MO Consultoria e da LCD Informática de dezembro de 2008 a abril de 2009.

Conforme a investigação, as empresas foram criadas pelo doleiro para receber recursos do esquema de desvios da Petrobras.

Trabalhador. Na contramão de pelo menos três empreiteiras que já admitiram à PF que os pagamentos para Youssef não correspondiam a qualquer serviço prestado, a Engevix Engenharia disse por escrito à força-tarefa que o doleiro executou múltiplas tarefas técnicas em benefício da empresa.

A Engevix reconheceu ter pagado R$ 3,2 milhões a duas firmas de Youssef, mas, no ofício enviado à PF, afirma que os serviços foram “prestados pelo senhor Alberto Youssef e devidamente formalizados por contrato”.

Vaccari

Inocente. Apontado como operador do PT no esquema da Petrobras, o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, disse ontem, em encontro da sigla, que “nunca fez nada de errado”.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave