Polícia apreende arsenal avaliado em R$ 1 milhão na casa de militar

De acordo com a assessoria da Marinha, o sargento está há 21 anos na corporação; desde esta sexta-feira (28) ele está à disposição da Justiça Militar e encontra-se preso

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Material bélico avaliado em cerca de R$ 1 milhão foi apreendido, nesta quinta-feira (27), dentro da casa de um sargento da Marinha, em um fundo falso dentro de sua residência, em Padre Miguel, zona oeste do Rio. O militar identificado como Jerônimo Pereira, de 42 anos, foi preso em flagrante.

A apreensão ocorreu a partir de um desdobramento de um inquérito aberto por policiais da 6ª DP (Cidade Nova) para monitorar o tráfico de drogas no Complexo do São Carlos, no Centro. Os investigadores detectaram, então, que havia uma ligação entre os traficantes do São Carlos e da Vila Vintém, localizada nas proximidades da casa de Pereira.

"Ele [Pereira] confirmou que guardava o material dos traficantes em casa sempre que havia alguma operação na Vintém, mediante pagamento, pois estaria com várias dívidas. Estamos investigando se ele também desviava armamento da Marinha e se atuava como armeiro local, consertando as armas", disse à reportagem o delegado Antenor Lopes, responsável pela investigação.

Foram apreendidos: dez fuzis, duas metralhadoras, duas submetralhadoras, nove pistolas, além de cerca de 20 mil projéteis de vários calibres.

Durante a apresentação do material para a imprensa um forte esquema de segurança foi feito na porta da delegacia, pois as armas e as munições estão avaliadas em cerca de R$ 1 milhão, no mercado negro. O valor real das armas e munições é superior a esse valor, mas o delegado não soube precisar quanto seria, já que o armamento é exclusivo de uso das Forças Armadas.

De acordo com a assessoria da Marinha, o sargento está há 21 anos na corporação. Desde esta sexta-feira (28) ele está à disposição da Justiça Militar e encontra-se preso no Presídio Militar da Marinha, na Ilha das Cobras, na Baía de Guanabara.

Ainda de acordo com a Marinha, Pereira confessou que guardava o material há cerca de um ano pois estaria com dívidas e com quase 90% do salário sendo descontado para pagamentos de empréstimos bancários.

A Marinha não informou se o preso já possui advogado. Pelo inquérito feito pela Polícia Civil, Pereira irá responder por associação ao tráfico, cuja condenação prevê pena de 3 a 10 anos em regime fechado.

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