Novos ares para Elizabeth Savalla em "Alto Astral"

Após parceria de sucesso com Walcyr Carrasco, atriz experimenta novo trabalho com o jovem autor Daniel Ortiz como a matriarca da família Pereira

iG Minas Gerais | CAIO LÍRIO |

Novela
Globo/Divulgação
Novela "Alto Astral" Elizabeth Savalla encarna a matriarca da família Pereira
Elizabeth Savalla vem de uma longa trajetória de trabalhos ao lado do autor Walcyr Carrasco. A atriz, que começou muito cedo na televisão, marcou o público em novelas de sucesso e, nos últimos anos, vem emendando trabalhos ao lado do novelista.   A vilã intempestiva Jezebel de “Chocolate com Pimenta” (2003), a cética Agnes de “Alma Gêmea” (2005), a vaidosa Rebeca de “Sete Pecados” (2007), a cozinheira Socorro de “Caras e Bocas” (2009), e a vilã cômica Minerva de “Morde e Assopra” (2011) são alguns exemplos. Inclusive, é a Carrasco que Savalla deve o sucesso de crítica e público do seu último trabalho na teledramaturgia, quando retornou ao horário nobre com mais uma personagem cômica, a vendedora de cachorros-quentes e ex-chacrete Márcia em “Amor à Vida” (2013).   E essa parceria já completa dez anos. Agora, no papel da mãezona Tina, de “Alto Astral”, Elizabeth tem a oportunidade de mudar de ares, engrandecendo a trama do jovem autor Daniel Ortiz. Tina é uma dona de casa simpática e batalhadora que, ao lado do marido teimoso Manuel (Leopoldo Pacheco), comanda uma numerosa e inusitada família com filhos que levam nomes de países: Israel (Kayky Brito), Itália (Sabrina Petraglia), Afeganistão (Gabriel Godoy) e Bélgica (Giovanna Lancellotti).   A matriarca criou os filhos do marido desde crianças, como se fossem seus, mas carrega um grande segredo. Em um papo animado com a SuperTV, ela revelou como está sendo trabalhar com um autor novo, como encara a espiritualidade que sustenta as tramas do folhetim e se sente saudade de interpretar uma grande vilã novamente.   São dez anos trabalhando com o Walcyr Carrasco. Como é essa experiência e como está sendo trabalhar com um autor novo?   Eu não sei quando os diretores me querem para os seus trabalhos por causa da rotina atribulada, mas, quando eu encontro com alguns, é engraçado porque eles dizem que me querem nos seus projetos, mas eu sempre estou atuando em novelas do Walcyr. Eu adoro trabalhar com ele, nós temos uma parceria. Ele me presenteou com personagens maravilhosas na minha carreira e agora, como ele vai ficar praticamente um ano sem escrever, virou pra mim e disse: “Savalla, aceita”. Amo ele, somos muito amigos. Enquanto ele descansa, eu tô adorando fazer essa nova história e trabalhar com o Jorginho e o Daniel, que é muito talentoso.   E qual sua opinião sobre a trama? Acredita nessa espiritualidade que ela carrega?   É uma história linda! Essa questão da espiritualidade me atrai bastante. E me agrada a forma como a trama é contada, com leveza, sem pender pra uma religião específica. Eu acredito muito nesse mundo espiritual, afinal, não estamos aqui à toa. Passamos por momentos difíceis em nossa vida para nosso aprimoramento e crescimento, e, quando a gente acredita em uma força maior, facilita nossa trajetória. Acho que o mundo está cada vez mais egoísta e esquecemos que as pessoas mais importantes da nossa vida estão do nosso lado. “Alto Astral” faz a gente pensar nisso tudo.   E o que te deixa “alto-astral”?   A vida! O grande barato da vida é que ela nunca é igual! Todo dia tem algo bacana para acontecer, e isso me motiva. Mesmo com as coisas ruins, a gente sempre tem esperança de que as coisas boas virão.   Na época de “Amor à Vida”, você dizia que era difícil montar o visual da Márcia. E agora?   Na época da Márcia, eu levava uma hora e meia para montar o cabelo e todo o visual. Agora, com a Tina, é maravilhoso porque eu não preciso fazer absolutamente nada (risos). Eu pego o cabelo do jeito que está, enfio um grampo e entro para gravar. Em 15 minutos, me arrumo. Foi um ganho de tempo.   Você está voltando a trabalhar com o Kayky Brito depois de ter contracenado junto com ele em “Chocolate com Pimenta”. Como é voltar como a mãe dele novamente?   O Kayky é uma gracinha. Ele continua aquela pessoa doce, e eu acredito que isso venha muito dos pais dele, que são muito amorosos e o educaram muito bem. Além de ser uma pessoa carinhosa, ele é muito bom ator. Esses reencontros são maravilhosos.   Você sente vontade de voltar a interpretar uma grande vilã?   Eu adoro fazer vilã. A personagem má tem uma vantagem sobre os outros, porque mocinha é muito chata (risos), e eu sei porque eu já fiz muitas. Normalmente, são bobas, burrinhas. Todo mundo sabe tudo antes dela, o público sabe tudo. E o vilão faz tudo o que a gente gostaria de fazer, mas não tem coragem. Todas as maldades que a gente gostaria de fazer na vida o vilão te proporciona isso. Eu me divirto.   Muitos atores mais velhos reclamam da oferta de bons papéis na televisão, e você ainda cultiva papéis relevantes, como a Márcia, de “Amor à Vida”. Como você analisa esse cenário?   Na verdade, eu acho que eu sou uma atriz de muita sorte. Acredito que tenham atrizes muito melhores do que eu pelo Brasil afora, mas que nunca tiveram a chance e as oportunidades que eu tive. Nessa profissão, mais do que talento, é necessário sorte pra conseguir papéis de destaque. Eu tive a sorte de estar no lugar certo, no momento certo, com as pessoas certas. Eu nunca fui uma pessoa que fiz looby, não gosto disso. As oportunidades surgiram e eu as agarrei do jeito que pude.  

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