Fazenda vê crescimento do PIB ainda modesto e inferior ao desejado

A falta de crédito tem sido um dos motivos do fraco desempenho do mercado interno, aponta do governo; nota destaca a queda de 0,3% no consumo das famílias

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

 O Ministério da Fazenda afirmou nesta sexta-feira (28), em nota, que a economia entrou em processo de retomada do crescimento, embora em ritmo ainda modesto e inferior ao desejado.

A economia brasileira cresceu 0,1% no terceiro trimestre de 2014, segundo divulgou nesta sexta o IBGE. Embora pequena, essa expansão tira a economia do país do quadro de recessão técnica em que se encontrava, após dois trimestres seguidos de queda na atividade econômica.

A nota destaca a queda de 0,3% no consumo das famílias, e justifica que esse resultado reflete a escassez de crédito em um ambiente de restrição monetária para combater a inflação. "É importante destacar que o crédito começa a dar sinais de melhora, mas ainda está aquém do necessário para levar a taxa de crescimento do consumo das famílias para uma situação de normalidade", diz a nota.

Para alavancar o consumo e a demanda interna, o governo editou várias medidas de estímulo ao crédito, como facilitação do crédito consignado e incentivo para que bancos emprestem mais dinheiro para compra de carros.

No entanto, a falta de crédito tem sido um dos motivos do fraco desempenho do mercado interno, aponta do governo.

Indústria e investimentos

O ministério destacou a expansão de 1,7% da indústria e de 1,3% dos investimentos. "A retomada do investimento é fundamental para que o crescimento econômico se acelere e tenha sustentação ao longo do tempo", afirma.

A nota justifica que a queda de 1,9% na agricultura no terceiro trimestre verificada pelo IBGE foi decorrência da seca prolongada, que afetou importantes plantações, como da cana de açúcar e café.

O ministério defende que a economia brasileira apresenta "fundamentos macroeconômicos sólidos e tem todas as condições para apresentar no quarto trimestre e em 2015 um crescimento mais intenso".

A nota foi despachada do gabinete do ainda ministro da Fazenda, Guido Mantega, que desde ontem, dia do anúncio da nova equipe econômica de Dilma, trabalha de seu gabinete em São Paulo.

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