Cabeleireira dá 'golpe da casa própria' e é presa em Uberaba

Mulher prometia agilizar fila de espera por casa do Minha Casa, Minha Vida e cobra entre R$ 700 e R$ 1.500; Polícia Civil investiga se há envolvimento de servidores públicos no crime

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Uma cabeleireira foi presa em flagrante, nessa quinta-feira (27), suspeita de dar o “golpe da casa própria”, utilizando o nome da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra), responsável pelo cadastro de interessados a obter uma casa pelo programa Minha Casa, Minha Vida em Uberaba, na região do Triângulo Mineiro.

L.R.S., 38 foi detida em seu estabelecimento, no bairro Santa Maria, no momento em que recebia R$ 600 de uma pessoa que acreditou nela, quando prometeu que agilizaria o processo para o recebimento da casa. A investigação já era realizada há cerca de dois meses, quando a Polícia Civil da cidade teve informações de que a fraude estava acontecendo. Além disso, o presidente da empresa denunciou que a população o procurava, dizendo ter pago para o cadastro, mas o nome não constava na lista.

“As pessoas pagavam, porque ela (a suspeita) dizia que tinha pessoas dentro da Cohagra que podiam agilizar a fila de espera. As vítimas são pessoas simples e ainda a suspeita dava uma nota promissória a elas”, explicou o delegado Luiz Antônio Blanco. Nove pessoas já foram identificadas como vítimas do golpe.

Na delegacia, a suspeita confessou o crime e alegou que uma segunda pessoa prometeu a ela que se conseguisse dez "clientes" que realizassem o pagamento, ela receberia uma casa. Como ela mora de aluguel, ela não conseguiu resistir a oferta. A mulher cobrava entre R$ 700 e R$ 1.500 para agilizar os processos de espera.

“Já identificamos essa pessoa que fez a promessa à suspeita, as investigações estão bem adiantadas”, pontuou o delegado. O próximo passo agora será verificar se há o envolvimento de algum funcionário da empresa pública no crime. “Até agora não temos nenhuma evidência, mas ainda não descartamos essa possibilidade”, garantiu Blanco.

A mulher foi encaminhada para o Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira e pode ficar de 1 a 5 anos reclusa.  

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