Lá vem o trem... apitando no underground

Festival revela estação escondida do metrô

iG Minas Gerais | LUCAS SIMÕEs |

Klaus Koti, o Lendário Chucrobillyman, vem pela primeira vez à capital mostrar seu projeto solo de Homem-Banda
helder faria/divulgação
Klaus Koti, o Lendário Chucrobillyman, vem pela primeira vez à capital mostrar seu projeto solo de Homem-Banda

Desde quando começou, há sete anos, o BH Music Station propôs ocupar os espaços comuns do metrô, renovando a sua fórmula a cada ano, e mantendo apostas em revelações quentes da música independente. Desta vez, com programação enxuta, o festival pretende apresentar ao público a desconhecida Estação da Oficina. É lá, onde os vagões recebem manutenção e os bastidores dos trilhos acontecem sob olhares exclusivos de funcionários autorizados, que nomes como Rodrigo Amarante, Orquestra Imperial, Iconilli e Mustache e Os Apaches vão encabeçar uma série de shows entre meia-noite e 4h, na virada de hoje para amanhã, em 18 apresentações distribuídas nos palcos principais e nos próprios vagões que vão transportar o público. Com menos recursos, a 7ª edição do BH Music Station é realizada através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e aportado pelo projeto #ClaroExperiências. Para um evento que conseguiu reunir Otto, Mutantes, Moraes Moreira e Bixiga 70 em um mesmo festival com mais de oito palcos espalhados pelas estações com shows simultâneos ano passado, desta vez a história tem menos destaque para o maistream e apenas dois palcos montados em um espaço de 90 metros de distância, na Estação Oficina – que está localizada após a Estação Eldorado, no sentido oeste, e chegou a ser usada na primeira edição do BH Music Station, em 2000. “Lá é um lugar fantástico. O trem para praticamente do lado do palco. Da primeira vez que teve programação ali, não era uma oficina como hoje, era um galpão. E é isso que o Music Station faz, procura ocupar espaços diferentes, com propostas diferentes a partir da própria mudança do metrô”, diz Gegê Lara, organizador do BH Music Station.  Também pela dificuldade de contratação de artistas no fim do ano, o único nome pop do set list é Rodrigo Amarante, que atualmente reside em Los Angeles, mas em turnê pelo Brasil será a atração principal do BH Music Station, apresentando as canções de “Cavalo”, seu primeiro disco solo pós- Los Hermanos. Mesmo assim, o festival manteve a preocupação com revelações ainda escondidas para o grande público e volta a trazer nomes inéditos à capital, como os Mustaches e Os Apaches, de Porto Alegre, e o Homem-Banda conhecido como O Lendário Chucrobillyman, de Curitiba. “O Music Station se destacou por apostar em artistas que têm tudo para estourar. Vanguart e Móveis Coloniais de Acaju tocaram a primeira vez em BH pelo festival, o Teatro Mágico também. Queremos fazer essa história ”, completa Gegê Lara. Uma das boas apostas desta edição é o paulista radicado no Paraná Klaus Koti, um one man band que apresenta sob o estigma de O Lendário Chucrobillyman. Sozinho no palco, ele toca guitarra e uma viola caipira envenenada, cornetas e bateria, em uma fusão de rock e blues repleta de distorções, vocais agudos feitos em um megafone e um chiado valvulado nostálgico. Nos vagões da Estação Central, ele vai mostrar o som do elogiado disco “The Chicken Album” (2011), indicado ao VMB Brasil. “Acabei de voltar da Europa, onde fiz uma turnê só por botecos, e tocar no metrô vai ser um complemento dessa experiência. Lugares loucos e gente interessada é que fazem a música independente aparecer”, diz o músico. Enquanto Rodrigo Amarante e a conhecida Orquestra Imperial, de Moreno Veloso, Pedro Sá, Nelson Jacobina e companhia, se apresentam no palco principal da Estação Oficina, o palco secundário recebe Mustache e Os Apaches e a festa Geleia Geral, inspirada nas canções de Torquato Neto e Gilberto Gil. Circulando entre os vagões das estações, haverá apresentações intimistas de Iconilli, Tempo Plástico, O Barulhista, Madame Rrose Sélavy, Briga de Galo, Peluqueira, Minimalista, Yellowtones, Pequeno Céu, Sara Não Tem Nome, O Melda eBrascubazz. Serviço. O BH Music Station acontece entre a madrugada de hoje e amanhã, de meia-noite às 4h. A entrada do público será feita apenas pela Estação Central. Os ingressos custam R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia). A CBTU ressalta que o metrô funcionará normalmente no dia do festival, no horário habitual de 5h15 às 23h.

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