Sonzeira para agradar geral

Pequena Morte abre mais uma noite do Claro Rock, que apresenta O Rappa e seu novo disco, “Nunca Tem Fim”

iG Minas Gerais | gustavo rocha |

Eclética. Integrantes se interessam por diversos estilos que refletem em sua produção sonora
DIEGO MATEUS DIVULGAÇÃO
Eclética. Integrantes se interessam por diversos estilos que refletem em sua produção sonora

Tocar para o público de Belo Horizonte sempre foi um desafio que motivou o integrantes d’O Rappa em sua vindas à cidade. O grupo se prepara para uma nova apresentação no Claro Rock, no Chevrolet Hall, hoje. “Não adianta chegar com seu arroz e feijão, porque não vai rolar. O público de BH é muito exigente. É uma cidade muito próxima de Rio e São Paulo e tem também uma produção própria bastante forte. Por conta disso, tem uma quantidade de shows que fazem com que o público fique mais exigente. A gente se prepara melhor, faz um show mais elaborado”, comenta Xandão, guitarrista da banda.

“Eu não gosto de dizer que existe público difícil. Isso não! E é muito interessante porque estimula a gente a tocar melhor, a estar melhor no palco. O lance é surpreender o público o tempo inteiro”, completa o músico.

O Rappa trará à cidade um repertório baseado em seu último disco, “Nunca Tem Fim”, lançado no ano passado. O novo trabalho pôs fim a um hiato de dois anos sem produzir. “Para a gente, foi fundamental tirar férias. Estávamos há 18 anos sem parar. Sempre na estrada. Todos os nossos álbuns foram compostos durante as viagens. Isso é outra coisa que esse trabalho trouxe de diferente: a gente teve um tempo de estúdio. Sozinhos, inclusive. Durante as férias, cada um produziu bastante sozinho, e foi muito bom poder acompanhar o que cada um tinha para mostrar”, revela o artista.

O ecletismo de seus integrantes, talvez, seja a grande chave para O Rappa compor música que não seja de “estilo nenhum” e faz com que os artistas consigam trânsito livre entre diversos festivais do gênero. “Desde o começo de nossa carreira, nós somos uma banda que não se enquadra em estilo. Por isso, a gente toca em festival de rock, de reggae, de hip hop. Cada um gosta de uma coisa”, garante ele.

Por outro lado, se circular bem entre os vários gêneros, Xandão e a banda entendem que é importante “pesar um pouco mais a mão”, por se tratar de um festival de rock ‘n’ roll. “O som dos nossos shows costuma ser bastante diferente da gravação de estúdio, que as pessoas ouvem em casa. O som fica mais barulhento, mais pesado”, explica o músico.

Outra atração. A noite será aberta pela banda Pequena Morte, de Belo Horizonte, que sobe ao palco para mostrar seu ska abrasileirado. Dono de uma composição heterogênea, o grupo costuma agradar a diferentes paladares musicais. Com seis anos de estrada e três trabalhos gravados, a Pequena Morte é figurinha carimbada e reconhecida nas festas e fanfarras da capital mineira.

Agenda

O quê. Claro Rock, com Pequena Morte e O Rappa

Quando. Hoje, às 22h

Onde. Chevrolet Hall (avenida Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi)

Quanto. Entre R$ 60 e R$ 140 (inteira)

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