Demitidos ganham ‘prêmio’ de consolo

Desde a posse do prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB), em janeiro de 2013, mais de 20 secretários já caíram ou mudaram de função

iG Minas Gerais | Da Redação |

A atual administração municipal vai entrar para a história de Betim como uma das mais instáveis de todos os tempos. Desde a posse do prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB), em janeiro de 2013, mais de 20 secretários já caíram ou mudaram de função.

Porém, apesar do troca-troca incessante, os mesmos secretários ou funcionários de primeiro escalão dispensados por motivos de incompatibilidade com a função ou por causa de denúncias de irregularidades acabam sendo novamente absorvidos pela administração, recebendo como “prêmios de consolos” os famosos cargos de livre nomeação.

Este é o caso do ex-presidente da Fundação Artístico-Cultural de Betim (Funarbe) Dannier Copertine. Depois do rompimento com o seu vice, Waldir Teixeira (PV), Carlaile Pedrosa demitiu Osvander Valadão da presidência da Funarbe. O lugar que era dele foi ocupado por Dannier, que, posteriormente, foi demitido sem direito a defesa, após pressão de vereadores que apontaram irregularidades em seu período à frente da entidade.

Copertine, no entanto, tão logo deixou o cargo de presidente da Funarbe, passou a ocupar a função de assessor III no gabinete do próprio prefeito Carlaile Pedrosa, sem saber direito quais seriam os serviços que deveria prestar à municipalidade.

Outro caso é o do ex-secretário de Governo Geraldo Magela, o Dinho. Ele deixou o cargo de secretário e foi imediatamente contratado como assessor. Hoje, ele ocupa a vaga de Superintendente da Infância, mas, assim como Dannier, não tem funções claras na administração municipal.

De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, o prefeito, mais uma vez, pensa em preservar cargos sem funções específicas para os altos funcionários que podem perder seus postos nos próximos dias.

Para o vice-prefeito de Betim, Waldir Teixeira, “a forma de administrar a cidade é temerária”. “Percebemos que não há o mínimo de planejamento. Demitem-se e se contratam pessoas sem dar a elas as diretrizes elementares para um governo funcionar. Em time que se mexe demais acaba caindo para a ‘segunda divisão’”, criticou Teixeira.

Os “prêmios de consolo” se estendem também para o segundo escalão. Pessoas que perderam cargos de assessoria acabaram sendo contratadas por ONGs ou cooperativas ligadas à prefeitura.

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