Empresário pagou R$ 37 milhões

Bonilho afirmou ainda que conheceu Youssef há cerca de quatro anos e que o encontrou numa feira de óleo e gás e na sede da empresa Engevix

iG Minas Gerais |


“Paguei R$ 37 milhões e ele apresentou notas”, disse Bonilho
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos
“Paguei R$ 37 milhões e ele apresentou notas”, disse Bonilho

Brasília. O dono da empresa Sanko-Sider, Márcio Andrade Bonilho, afirmou em depoimento na CPI mista da Petrobras nesta quinta, que 12 contratos firmados por sua empresa com fornecedores da estatal foram intermediados pelo doleiro Alberto Youssef. Ele negou qualquer ilegalidade e diz que fez pagamentos de R$ 37 milhões ao doleiro como “comissão”.  

Bonilho negou ainda que tenha havido superfaturamento no fornecimento de produtos ao consórcio CNCC, liderado pela Camargo Corrêa, que realiza obras na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

O empresário disse ter recebido R$ 198 milhões do consórcio liderado pela Camargo Corrêa. Afirmou que o lucro líquido de sua empresa ficou entre 6% e 8% e que pagou comissões de 10% a 15% a Youssef. Ele contou ter firmado um contrato com Paulo Roberto Costa depois que ele tinha deixado a diretoria da Petrobras. O contrato, feito por meio da consultoria Costa Global, durou apenas quatro meses e foram feitos repasses de R$ 10 mil mensais.

Segundo Bonilho, Costa procurava fornecedores para que ele representasse no Brasil, mas afirma que nenhum negócio se concretizou e a parceria foi encerrada.

Bonilho afirmou ainda que conheceu Youssef há cerca de quatro anos e que o encontrou numa feira de óleo e gás e na sede da empresa Engevix. A partir daí passou a negociar com ele a intermediação de negócios com as empreiteiras.

O principal foi o relativo a Abreu e Lima com o consórcio liderado pela Camargo Corrêa. Afirmou que todos os pagamentos feitos a Youssef foram como comissão. Disse que ficou sabendo posteriormente que o doleiro repassava parte da comissão a dois funcionários da empreiteira.

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