Falta de manutenção em bueiros revolta população

Em muitos bairros da cidade, há várias bocas de lobo entupidas, provocando transtornos e trazendo perigo aos moradores, que reclamam do serviço da Copasa

iG Minas Gerais | José Augusto Alves |

Rua do Rosário, no Angola, é uma das que sofrem com bueiros entupidos
Alex Douglas
Rua do Rosário, no Angola, é uma das que sofrem com bueiros entupidos

O descaso com a manutenção dos bueiros tem revoltado a população de toda as partes da cidade. Em vários bairros, há entupimentos nas bocas de lobo, o que faz com que a sujeira de esgoto se espalhe pelas ruas, prejudicando moradores, comerciantes e até motoristas.

A reportagem de O Tempo Betim percorreu pelo menos cinco bairros que apresentam esse problema. Uma das situações mais complicadas está no bairro Jardim Petrópolis. Na principal praça do bairro, local de grande movimento de carros e de pessoas, um bueiro está tirando o sono de quem passa pelo local. “Já liguei para a Copasa, e ela alega que não dá para consertar por causa de uma obra na BR–381. Mas eu não acredito nisso, porque, antes da obra, já tínhamos problemas”, reclamou o aposentado José da Silveira.

Na terça-feira (25), pela manhã, a equipe de reportagem flagrou um funcionário da Copasa tentando desentupir o bueiro. Entretanto, a ação não foi eficaz, e, à tarde, o problema ainda persistia. “Há vários comércios aqui na praça, e os donos dos estabelecimentos estão sofrendo. Como é que as pessoas vão a esses locais correndo o risco de ser sujas pelos dejetos na rua quando passam os carros?”, indagou.

Outra rua do bairro que está com problemas com bueiros é a João Brito de Oliveira. “A gente paga uma taxa alta de esgoto, que é quase a metade do valor da conta, e temos que conviver com essa situação. Quando passamos por esses locais, o carro suja, fica com mau cheiro e acaba levando o fedor para dentro de casa”, completou o aposentado Helton Cardoso.

Para que acidentes não aconteçam, os moradores apelam para a criatividade para alertar principalmente os motoristas sobre os bueiros destampados e entupidos. Na rua Cícero Rabelo de Vasconcelos, em frente ao campo do bairro Bueno Franco, foi colocada uma cadeira no local. Com isso, quando passam dois carros no mesmo momento, um tem que invadir a contramão. Quando é caminhão ou ônibus, o trânsito de um lado tem que parar. “Ainda bem que colocaram essa cadeira aqui, senão, nem íamos perceber o bueiro, ainda mais com a chuva”, disse o professor Fernando Chaves.

Na rua do Rosário, no bairro Angola, em frente ao Parque de Exposições David Gonçalves Lara, moradores colocaram uma tábua após vários motoristas não perceberem o bueiro aberto. “Isso é um absurdo, pois, se não prestarmos atenção, podemos até provocar um acidente com um pneu estourado ou até mesmo perder o controle do veículo”, disse o motorista Antônio de Pádua.

Nesse local, a pouco mais de dez metros, há uma passagem elevada de pedestres. A água suja que escorre do bueiro desce toda a faixa, fazendo com que as pessoas não a utilizem. “Como é que vamos passar aqui (na faixa) com tanta sujeira? Não tem como”, salientou a vendedora Antônia de Freitas.

Já no bairro Homero Gil, a sujeira é ainda mais nítida. Na rua Uberaba, os dejetos ficam espalhados em pleno passeio. “Temos que passar pelo meio da rua para fugir do perigo de escorregar e cair”, contou a moradora Maria Aparecida de Oliveira. 

Resposta

Procurada, a Copasa informou em nota que vai enviar uma equipe técnica aos locais informados para apurar a situação. “A Companhia ressalta que os moradores podem contribuir para evitar entupimentos não jogando lixo nas redes de esgotamento sanitário”, declarou.

A empresa, entretanto, não informou o porquê de haver tantos bueiros com problemas na cidade.

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