Empresa no centro da fraude

Polícia Civil investiga organização especializada em fraudar licitações em Confins e região

iG Minas Gerais | Larissa Arantes |

Operação. Tomazi confirmou que a empresa Next Comercial Eireli-ME está envolvida em esquema ilícito
Alex de Jesus/O Tempo 2511/2014
Operação. Tomazi confirmou que a empresa Next Comercial Eireli-ME está envolvida em esquema ilícito

O delegado responsável pelas operações contra fraudes em licitações na cidade de Confins e região, Jonas Tomazi, confirmou nesta quarta que a empresa Next Comercial Eireli-ME é a principal articuladora do esquema ilícito.

Como mostrou O TEMPO nesta quarta, a companhia foi registrada no mesmo endereço de um dos terrenos do vereador Aladir José Pessoa de Souza (PTB), apontado pela Polícia Civil como o líder do grupo que lucrava com os certames. Segundo Tomazi, o endereço é o mesmo da atual casa do parlamentar. “Pelo menos cinco empresas faziam parte das fraudes e essa (Next Comercial Eireli-ME) era a empresa principal para que a organização cometesse as irregularidades”, afirmou Tomazi. Ainda de acordo com o delegado, a companhia levantou suspeitas por prestar inúmeros serviços – desde a confecção de artigos esportivos até obras de urbanização – e teria apenas dois funcionários. Os nomes das demais empresas envolvidas e dos outros integrantes da organização, que seria formada por até dez pessoas, estão sendo mantidos em sigilo pela polícia para não atrapalhar as investigações. A suspeita é que o grupo esteja cometendo fraudes em outros municípios da região. A próxima fase da operação realizada nesta quarta, a Lavagem 2, será a apuração do possível envolvimento de funcionários da Prefeitura de Confins nas fraudes. A polícia possui algumas suspeitas, mas vai aguardar a análise completa de todos os documentos apreendidos nesta quarta na sede do Executivo e no prédio da Câmara, a partir dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta na cidade, para se pronunciar. A organização liderada pelo vereador atuava há quatro anos em Confins, e as investigações da Polícia Civil tiveram início há um ano. O parlamentar chegou a ser preso em setembro deste ano pelo suposto envolvimento no esquema de fraudes, mas conseguiu na Justiça responder ao processo em liberdade. Ele foi preso em flagrante tentando subornar um dos representantes de uma das empresas que participariam de licitação da prefeitura. “Fica agora à cargo do Judiciário pedir ou não uma nova prisão dele”, comentou Tomazi.

Montante Apuração. Já foram identificados 14 contratos fraudados pelo grupo que, juntos, somam R$ 2 milhões. A polícia acredita que o montante será maior ao fim das investigações. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave