Juiz parado na Lei Seca é investigado pelo MP

O magistrado atuou na cidade, que é uma das mais valorizadas da região, entre 2004 e 2012

iG Minas Gerais |

Rio de Janeiro. O juiz João Carlos de Souza Corrêa, que deu voz de prisão à agente da Lei Seca Luciana Tamburini durante uma blitz em que foi parado por dirigir desabilitado e com um carro sem placa, será investigado pelo Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro por improbidade administrativa.

De acordo com a Globonews, as novas acusações recaem sobre uma decisão de João Carlos que concedeu um território de Búzios, na região dos Lagos, com mais de 5 milhões de metros quadrados.

O magistrado atuou na cidade, que é uma das mais valorizadas da região, entre 2004 e 2012. Neste período, concedeu ao advogado Arakem Rosa uma propriedade que corresponde a 8% do território de Búzios. A concessão inclui escolas, ruas, praças e até o único hospital do município.

A decisão foi anulada há duas semanas e descrita como a “maior fraude imobiliária da cidade” pelo magistrado Marcelo Villas, que assinou o documento.

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