Aécio diz que Dilma terá que atender aliados na reforma

Para o tucano, presidente só terá "anistia para o crime de responsabilidade" pelos problemas nas contas públicas se atender as demandas dos aliados para a reforma ministerial

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Aecio Neves, presidential candidate of the Brazilian Social Democracy Party, PSDB, looks on during a presidential debate in Sao Paulo, Brazil, Sunday, Oct. 19, 2014. Neves will face Brazil's President Dilma Rousseff, presidential candidate for re-election of the Workers Party, PT, in a presidential runoff on Oct. 26. (AP Photo/Andre Penner)
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Aecio Neves, presidential candidate of the Brazilian Social Democracy Party, PSDB, looks on during a presidential debate in Sao Paulo, Brazil, Sunday, Oct. 19, 2014. Neves will face Brazil's President Dilma Rousseff, presidential candidate for re-election of the Workers Party, PT, in a presidential runoff on Oct. 26. (AP Photo/Andre Penner)

 Presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) afirmou nesta quarta-feira (26) que o adiamento da votação da manobra fiscal que o governo lançou mão para tentar fechar as contas mostra que a presidente Dilma Rousseff está "refém" de sua base aliada e que seu novo governo começa desvalorizado.

Para o tucano, Dilma só terá "anistia para o crime de responsabilidade" pelos problemas nas contas públicas se atender as demandas dos aliados para a reforma ministerial. Os governistas não conseguiram colocar no plenário 257 deputados e 41 senadores para garantir a análise do projeto de lei que autoriza o governo a descumprir a meta de economia para pagamento de juros da dívida pública em 2014, o chamado superavit primário.

O Congresso chegou a manter os 38 vetos da presidente analisados em sessão realizada nesta terça-feira (25). Com isso, deputados e senadores poderiam concluir a votação do projeto de lei. Registraram presença na sessão apenas 37 dos 71 deputados do PMDB, 34 dos 60 do bloco PP-Pros, e 17 dos 36 do bloco liderado pelo PR. O PT estava melhor representado: 69 deputados dos 87 da bancada compareceram.

O quórum mínimo para votações é de 257 deputados, e, no momento em que a sessão foi cancelada, o painel eletrônico apontava apenas 254 no Plenário.

Pleitos

Para o tucano, os aliados mostraram que esperam uma resposta de Dilma para seus pleitos na reforma ministerial.

"A presidente é refém hoje de uma estrutura política que só dá apoio por espaço de poder. A base está esperando ter resposta para todos os seus pleitos", disse o senador.

"Existem duas formas para conseguir apoio político: um projeto que você organize os apoios, mobilize a base, que a base acredite que vale a pena estar nele ou apenas distribuindo espaço de poder. Ela está começando o segundo mandato de uma forma pior do que muitos terminaram", completou.

Segundo Aécio, os aliados mandaram um alerta ao Planalto. "A presidente para se livrar de um crime de responsabilidade terá necessariamente que entregar espaço cada vez maior de seu governo. E, hoje, ela é refém de sua base de governo, do PMDB em especial. A anistia que ela busca se for atendida nos seus pleitos. Um governo que começa desta forma tem muita pouca chance de dar certo."

Na avaliação do senador, a base usou "violência" para mostrar "que não tem limites e que só atendem o governo se forem atendidos", disse.

Justiça

O presidente do PSDB reafirmou que a oposição vai judicializar a questão para impedir a aprovação do projeto que autoriza o governo a descumprir a meta de economia para pagamento de juros da dívida pública em 2014, o chamado superavit primário. "Não vamos dar trégua, vamos judicializar todas as questões sempre que houver atropelo".

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