Sem estrear na Superliga, Ezinho busca recuperar o tempo perdido

Jogado sofre com incômodo no local há nove meses e não pode exercer sua função plenamente

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Rodrigo Lima / O Tempo
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Quando a coisa não está dando certo, é mais que razoável pensar em mudança. No vôlei, não é diferente, principalmente quando se tem boas opções à disposição.

No Montes Claros Vôlei, que venceu apenas dois dos sete jogos feitos até aqui na Superliga, o técnico Marcelinho Ramos lamenta por não poder contar com um dos jogadores mais experientes do vôlei nacional.

Ezinho, de 35 anos, tem uma carreira longa. Passou por Minas, Taubaté, Volta Redonda, entre outros clubes e nesta temporada voltou ao Pequi Atômico depois de defender o time no seu auge, em 2010, quando um vice da Superliga ficou marcado.

Formado como ponta, Ezinho hoje atua como líbero. Sua qualidade no passe influenciou na mudança, que pouco adianta ao time do Norte de Minas. Devido a uma lesão no ombro direito que já o incomoda há nove meses, o jogador ainda não entrou em quadra nesta Superliga, apesar de ter sido relacionado para todos os jogos. O máximo que aconteceu foi participar de alguns jogos do Campeonato Mineiro.

"Não é algo muito grave, mas ainda sinto dor. O desgaste ocasionou uma ruptura parcial do ligamento, então não consigo fazer todos os movimentos sem incômodo. Nos treinos, dou uma segurada. Tenho feito mais o fundo de quadra, passando e defendendo", lamenta o jogador, que prefere não estipular um prazo para estar 100%. 

Ezinho poderia ser uma solução para a parte defensiva do MOC, que no momento conta com os serviços do argentino Christian, também conhecido como Polaco e de Ygor Ceará. "Nossa linha de passe é boa, estou satisfeito com ela. O Polaco é o sexto maior pontuador. A dupla de titulares não está dando muita chance para os companheiros. Eles não são jogadores de força e sim mais técnicos. Dependendo da situação do jogo ou se alguém estiver em um dia ruim, o Ezinho pode entrar", sinaliza Marcelinho, que prefere continuar contando com o serviço do líbero Gian, deixando Ezinho para a função de ponta passador. 

Uma outra opção que o treinador teria seria a utilização de dois líberos, fato que foi usado pelo antigo comandante Schwanke, ainda nesta temporada.

Um dia de cada vez

Mesmo experiente, Ezinho não esconde a insatisfação com o atual momento. "Estou tranquilo, mas às vezes bate uma ansiedade, aquela vontade de jogar. Fico pensando quando vou voltar de vez. Prefiro focar na evolução de cada dia, nos treinos. Vou passar por cima disso. Já houve uma melhora considerável, mas o limite persiste", admite.

Sabendo que vive o momento final da carreira, ele prefere não estipular prazo para aposentadoria. "Não penso nisso, acho que ainda tenho muito para dar. Como disse, vivo um dia de cada vez pra fazer o meu melhor. É difícil colocar data pra essas coisas. Vou até onde der", sinaliza. Comportamento pra mudar

Por mais qualificadas que sejam as opções de Marcelinho Ramos, uma outra postura pode ser determinante para a equipe melhorar o desempenho e entrar de vez na zona de classificação, entre os oito primeiros colocados. O treinador acredita na evolução.

"Temos jogado bem. Acho que fomos muito mal contra a UFJF. Nos outros jogos, faltou mais cabeça para sustentar o set até o final das parciais. O psicológico pesou em alguns momentos. Sabemos das nossas condições e que iremos brigar por uma posição entre o sexto e oitavo. Não resta nada além de trabalhar bastante para mudar este quadro", aponta.