Pelo mundo, alvinegros e celestes mandam energia para time do coração

Seja na Europa, na América do Norte ou na Ásia, até mesmo na África ou na Oceania, aficionados utilizarão as ferramentas que tiverem à disposição para torcer

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

Fillyphe Allan Teodoro mora em Londres há dois anos e meio
Arquivo pessoal
Fillyphe Allan Teodoro mora em Londres há dois anos e meio

De um lado, eles cantam a plenos pulmões "honramos o nome de Minas no cenário esportivo mundial". Do outro, vem a resposta sob os gritos em uníssono de "o mundo todo teme a 'Bestia Negra'". Apesar de as cores dos uniformes dos dois blocos serem diferentes, o teor do discurso é semelhante, de que o planeta já presenciou vários feitos em âmbito internacional das maiores potências mineiras, atualmente as duas grandes forças do futebol brasileiro. E em cada lugar da Terra, haverá aficionados atleticanos e cruzeirenses prontos para proliferarem sua alegria, seu entusiasmo e seu amor pelo esporte, como verdadeiros embaixadores destas agremiações.

Mas hoje, a euforia e os gritos de campeão serão entoados pelos quatro cantos do mundo por somente uma destas duas apaixonadas e devotas torcidas. Quando os ponteiros do relógio indicarem 22h, pelo horário de Brasília, Raposa e Galo travarão um duelo que irá dividir não apenas Belo Horizonte e Minas, como o Brasil e todos os continentes. A tensão é grande, como se fosse uma final de Copa do Mundo. E em diversos locais da Terra, torcedores celestes e alvinegros terão de enfrentar o traiçoeiro fuso horário para ficar ligado no clássico dos clássicos.

Seja na Europa, na América do Norte ou na Ásia, até mesmo na África ou na Oceania, aficionados mineiros utilizarão as ferramentas que tiverem à disposição para torcer, vibrar, sofrer e chorar, todos exalando entusiasmo e otimismo na vitória do clube do coração.

É o caso do cruzeirense Fillyphe Allan Teodoro, que mora Londres, na Inglaterra, há dois anos e meio. "Coloco todos os aplicativos existentes no telefone que garantem as notificações, detalhes da partida e as imagens do jogo em tempo real. Quando estou trabalhando em dias de jogo, não deixo de levar o notebook para acompanhar os lances. A expectativa para quarta é grande. Aqui será meia noite quando começar", relatou.

Outro celeste, o engenheiro Pedro Santiago terá um pouco mais de problemas com o fuso para acompanhar a partida. "Moro em Tianjin, na China, há cinco meses. São dez horas de diferença para o Brasil. Estarei no trabalho acompanhando pelo rádio", disse.

O atleticano Vladimir Costa, morador de Sidney há 11 anos, também terá de driblar o imprevisto do horário fora do padrão. "É muito complicado, pois o fuso horário é de 13 horas em comparação com o Brasil. Mas desde que me mudei para cá, não deixei de acompanhar um jogo sequer. A torcida Galo-Austrália tem aproximadamente 40 atleticanos aqui no estado de New South Wales. Vamos nos encontrar novamente no mesmo bar. Assistiremos pela internet, com o notebook conectado diretamente na televisão do bar", contou.

A euforia também está presente no alvinegro Alisson Rocha, em Lisboa, Portugal. "O clima aqui, apesar do frio, é de festa e a certeza de mais um título inédito para a nossa galeria", comentou.

E nesta quarta (ou quinta, para muitos) saberemos qual dos dois lados desta rivalidade que transpassa qualquer fronteira irá festejar.  

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