Índice revela condições de vida dos idosos em Minas Gerais

Renda, educação, condições de moradia, saúde, entre outros pontos foram avaliados; resultados não foram apresentados por região, mas condições menos favoráveis estão no Norte e Vale do Jequitinhonha

iG Minas Gerais | Gustavo Lameira/Bernardo Miranda |

O Observatório Mineiro da Pessoa Idosa em parceria entre a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e a PUC Minas desenvolveram o Índice de Condições de Vida do Idoso (ICVI), que pretende avaliar as condições de vida das pessoas com mais de 60 anos residentes no Estado.

Os dados foram obtidos a partir das análises de renda, educação, condições de moradia, saúde, demografia e garantia de direitos, que afetam diretamente na qualidade de vida do idoso. O resultado foi apresentado nesta quarta-feira (26) no Salão Nobre da ALMG.

Em um índice que vai de 0 a 1, os 853 municípios de Minas Gerais revelaram as seguintes condições:

- situação precária (de 0,21 a 0,38), em 61 cidades - ruim (de 0,38 a 0,47), em 146 cidades - intermediária (0,47 a 0,54), em 208 cidades - boa (0,54 a 0,62), em 277 cidades - muito boa (0,62 a 0,83) em 161 cidades

Conforme a coordenadora do Índice de Condições de Vida do Idos, Karina Junqueira, a avaliação dos municípios não foi apresentada por região, para não "rankear" o estudo. "No entanto, os melhores resultados acompanham as regiões do Estado com melhor desenvolvimento econômico, como Sul, Triângulo Mineiro e Zona da Mata. No Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, regiões mais pobres, os idosos têm condições de vida menos favoráveis".

A coordenadora ainda ressaltou que a falta de dados completos de saúde, por exemplo, impediram um levantamento mais completo em todo o Estado.

Alguns dados utilizados para a apuração do ICVI podem ser consultados no site Políticas Públicas ao seu Alcance, disponível aqui.

No endereço estão disponíveis mapas ilustrando dados como percentual de população idosa e nível de instrução desse segmento populacional nos municípios mineiros. Também há levantamentos sobre a existência de legislação e políticas públicas municipais voltadas para a população idosa.

O presidente da ALMG, deputado Dinis Pinheiro, destaca que a população brasileira passa por um processo de envelhecimento e que, por isso, é necessário que o poder público implemente iniciativas para garantir qualidade de vida da chamada terceira idade. “A Assembleia pode contribuir de maneira efetiva para isso, por suas próprias iniciativas ou pela articulação com os demais Poderes, universidades e entidades que já se dedicam ao tema”, disse.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave