Petrobras é a que mais perdeu

Ações da petroleira continuam ditando o rumo da Bolsa de Valores, que se mantém em alta

iG Minas Gerais | Isis Mota |

Paradoxo. Enquanto é alvo das mais variadas acusações de corrupção, Petrobras bateu recorde de produção de petróleo e teve alta no valor de suas ações nos últimos dias
Agência Petrobras/Divulgação
Paradoxo. Enquanto é alvo das mais variadas acusações de corrupção, Petrobras bateu recorde de produção de petróleo e teve alta no valor de suas ações nos últimos dias

A Petrobras e a Vale foram as empresas de capital aberto que mais perderam valor de mercado no governo Dilma. Levantamento feito pela consultoria Economatica mostra que a petroleira lidera a queda: o valor total de suas ações na Bolsa de Valores reduziu em R$ 200,6 bilhões entre o fim de 2010 e o dia 24 de novembro deste ano.  

Na véspera do primeiro dia do governo Dilma, ela tinha valor de mercado de R$ 380,2 bilhões, contra R$ 179,5 bilhões agora. A segunda empresa com maior queda é a Vale, com R$ 159,3 bilhões de perdas no período.

Os setores de petróleo e gás e siderurgia e metalurgia são os com maiores representantes entre as companhias que mais perderam – em parte, por causa da queda no preço do minério de ferro no mercado mundial e pelas variações do câmbio.

O saldo não é bom. As 15 empresas com maiores quedas em seu valor de mercado acumulam R$ 583,2 bilhões de perdas no período, contra R$ 460,7 bilhões de crescimento das 15 que tiveram mais valorização do valor de mercado. Essas são lideradas pela Ambev, que, no período apresenta crescimento de R$ 120,4 bilhões.

Bancos, empresas de telecomunicações e do setor de alimentos também tiveram um bom desempenho no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. O Bradesco é a segunda companhia que mais se valorizou, com ganhos de R$ 55,5 bilhões em seu valor de mercado. E vem acompanhado por mais duas empresas do setor: Itaú Unibanco e Cielo.

Além da Ambev, as outras duas empresas do setor de alimentos que mais cresceram estão ligadas à carne: BRF, que surgiu da fusão entre Sadia e Perdigão, e JBS, dona da Friboi.

Enrolado Acusação A CVM afirma que, sem os votos que Eike Batista representava, a aprovação das contas da Ogpar teria o voto favorável de acionistas representando 0,38% do capital social. O percentual, diz a autarquia, é menor do que a participação do acionista que fez a reclamação que deu origem ao processo, Márcio Lobo. Eike Batista hoje responde a outros oito processos. Três deram origem a denúncias do Ministério Público Federal à Justiça, e duas delas foram convertidas em ações penais na Justiça Federal.

Eike responde a 9º processo RIO DE JANEIRO. A Comissão de Valores Mobiliários abriu o nono processo contra Eike Batista. Desta vez, o empresário é acusado de ter aprovado irregularmente contas da Óleo e Gás Participações (Ogpar, ex-OGX). Segundo a acusação, Eike não poderia ter votado sobre as demonstrações contábeis de 2013 em assembleia de acionistas da petroleira porque a lei veta esse direito a administradores. Na ocasião, a empresa teve prejuízo de R$ 17,4 bilhões. Eike era presidente do conselho de administração.

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