Personagens para a história

Maior duelo de todos os tempos terá dois ícones dos clubes nos últimos anos

iG Minas Gerais | Thiago Prata |

Fábio terá a missão de não levar gols para não piorar a situação
Douglas Magno – 20.3.2014
Fábio terá a missão de não levar gols para não piorar a situação

Hoje é um dia em que Minas Gerais entrará para a história. Uma data a ser lembrada por cada amante do futebol, mas com sensações totalmente diferentes ao fim do duelo. Enquanto metade do Estado fará festa ao fim do dérbi mais antológico envolvendo Cruzeiro e Atlético, a outra metade terá de absorver a derrota como um bom perdedor. A partir das 22h, Raposa e Galo decidirão o título da Copa do Brasil, no maior palco do esporte mineiro, o Mineirão, no clássico dos clássicos.

De um lado, os guerreiros dos gramados, que carregam no peito cinco estrelas e nos pés a esperança de inverter um placar adverso, com o sonho de conquistar o pentacampeonato da Copa do Brasil e, de quebra, angariar sua segunda Tríplice Coroa na história.

Do outro, os vingadores alvinegros, sob um manto de listras pretas e brancas, preparados para a batalha e tentando abocanhar mais um título inédito para sua galeria de troféus, além de ampliar para oito o número de partidas de invencibilidade sobre o arquirrival.

A previsão é de um confronto épico, por ser a primeira vez que os arquirrivais se enfrentam numa final de um torneio nacional e por todos os sentimentos que pairam no ar desde o último dia 12, quando o Atlético largou na frente na disputa pelo caneco, graças ao triunfo por 2 a 0, no Independência, com gols de Luan e Dátolo. O desfecho desta história se aproxima.

Ambos contam com atletas experientes e peritos em grandes decisões, além de um histórico positivo em clássicos envolvendo as duas maiores forças de Minas. Dentre aqueles que podem brilhar novamente nesta quarta à noite estão o goleiro celeste Fábio e o atacante alvinegro Diego Tardelli.

Além da obrigação de marcar gols, o Cruzeiro precisará de uma atuação de gala de seu camisa 1. Isso porque, se sofrer um tento, a Raposa necessitará fazer, pelo menos, quatro, já que o gol fora de casa vale como critério de desempate na final.

“Todo mundo tem a sua forma de sentir uma partida, uma decisão. Sabemos o que é preciso para atingir o resultado positivo. Todos sabem da sua responsabilidade e do algo a mais para vencer”, comentou Fábio.

Para ficar com a taça, o Cruzeiro precisa ganhar por três ou mais gols de diferença. Se bater o adversário por 2 a 0, a decisão vai para a disputa de pênaltis.

“É um jogo de muita concentração, muita luta, muita vontade. Em uma decisão, aumenta-se o peso de uma partida e a qualidade individual de cada um que pode fluir e fazer a diferença para a equipe conquistar a vitória”, opinou o arqueiro da equipe estrelada.

Mas o Galo de Tardelli não quer deixar que o Cruzeiro levante o terceiro caneco do ano. Prometendo muita garra e empenho, o time alvinegro não ficará só se defendendo. Pelo menos é o que garantem os jogadores atleticanos. Por isso, o ataque comandado por DT9 espera ser decisivo novamente.

“Todo jogador tem a consciência do que representa esse jogo. Eu não estava no 6 a 1, mas sei como o torcedor sofreu, como os jogadores que estiveram naquele dia sofreram. Chegou a vez de mudar esse histórico. Vamos com tudo para cima deles”, afirmou o avante.

Vencer a Raposa teria também outros significados, como encerrar a temporada sem perder um jogo sequer para os celestes – até agora foram três vitórias e três empates no ano – e carimbar a faixa de campeão brasileiro do Cruzeiro.

“É um clássico em que é tudo diferente. Não tem cansaço, relaxamento. Eles (Cruzeiro) vão querer ganhar, assim como nós queremos. Vamos enfrentar o Cruzeiro do jeito que a gente sempre enfrentou. É guerra. Cada jogador tem de colocar a alma dentro de campo”, ponderou Tardelli.

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