Revista e festa pelos 25 anos

Paulo Navarro comemora suas bodas de prata no colunismo em Belo Horizonte com evento para convidados hoje

iG Minas Gerais | da redação |

Paulo Navarro participa da vida social da cidade com visão crítica
barbara dutra
Paulo Navarro participa da vida social da cidade com visão crítica

O colunista dos jornais O TEMPO e “Pampulha”, Paulo Navarro, comemora 25 anos de trajetória com uma grande festa para convidados, hoje, no Clube Chalezinho.

Durante a celebração, acontecerá o lançamento da revista “Paulo Navarro 25 Anos”, que conta a história não só do colunista, como do desenvolvimento desse percurso de intensa efervescência criativa vivido pela capital mineira. A publicação será encartada no jornal O TEMPO no próximo domingo (30).

Autointitulando-se um cronista da noite, Paulo Navarro acompanhou muitas das transformações culturais e políticas pelas quais passaram Belo Horizonte e o Brasil neste quarto de século.

Presença permanente nos mais importantes e descolados círculos sociais, sempre com sua postura polêmica, aos 59 anos ele afirma que está numa fase mais zen. Espírita e pai do pequeno João Paulo, de 4 anos, Navarro, um homem do mundo, hoje em dia aprecia muito mais estar em casa, curtir sua adega e receber os amigos.

Ele acredita ter encontrado o equilíbrio sem precisar angariar tantos inimigos como no passado. Mas, claro, sem jamais perder as alfinetadas e a acidez que fizeram sua marca ao longo da carreira de 25 anos no colunismo social.

“Belo Horizonte ainda era muito nova quando comecei, não tinha uma geração propriamente formada aqui. A população era constituída, em sua maioria, por pessoas vindas do interior. Era uma terra sem glamour, sem cultura própria. A sociedade cabia dentro do Automóvel Clube, em seus bailes de ‘glamour girls’, que serviam para apresentar as moças”, lembra Navarro, sobre a realidade da capital em que cresceu desde os seus 6 anos, quando sua família veio do Rio de Janeiro.

Segundo ele, o colunismo social que se praticava refletia essa situação, trazendo textos pouco reflexivos ou críticos, apenas cobrindo de forma branda o que se passava na “society”. Foi quando uma geração propriamente belo-horizontina começou a se formar que a cidade ganhou uma cara própria, com nomes que passaram a despontar nos mais diversos âmbitos culturais. E o colunismo social não podia ficar atrás.

NOVA PROPOSTA. Formado em jornalismo pela PUC Minas em 1985, Navarro se propôs a quebrar os paradigmas do colunismo vigente. Inspirado em Zózimo Barroso do Amaral (colunista que fez história ao publicar notícias de bastidores dos meios político e empresarial e até furos de reportagem no “Jornal do Brasil”), o até então jovem jornalista estava interessado em mais irreverência e em menos hipocrisia nas colunas mineiras.

“Com textos curtos e apimentados, queria criticar os valores falsos, a bajulação excessiva”, comenta ele, que, ao olhar para o passado, avalia sua maturidade. “Eu era muito revoltado com o poder, mas no dia em que criei minha segurança interna, mais madura, eu me aproximei mais de quem eu era. Quando eu agredia alguém, estava agredindo a mim mesmo”, confessa ele, que, além de cumprir ao longo dos últimos 25 anos uma agenda cheíssima de eventos de segunda a segunda das mais diversas áreas das artes, cultura, moda, arquitetura e gastronomia, também exerceu outras atividades: foi diretor de comunicação da TV Minas e do Palácio das Artes e até dono de restaurante macrobiótico.

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