Metalúrgica diz que não há indícios de prestação de serviço

A empresa, segundo a investigação Polícia Federal, emitia notas fiscais para justificar entrada de dinheiro para o esquema suspeito de desviar recursos da Petrobras

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A empresa metalúrgica Metasa, de Rio Grande do Sul, confirmou à CPI mista da Petrobras ter transferido pelo menos R$ 3 milhões para contas da MO Consultoria, firma controlada pelo doleiro Alberto Youssef. A empresa, segundo a investigação Polícia Federal, emitia notas fiscais para justificar entrada de dinheiro para o esquema suspeito de desviar recursos da Petrobras.

No documento enviado à CPI, a Metasa admite não saber informar se a MO prestou algum serviço à metalúrgica. "Não consta de qualquer ata da época a submissão do referido contrato ao conhecimento e aprovação do Conselho de Administração", informaram os advogados da Metasa à comissão do Congresso. Em outro trecho do documento, a defesa da metalúrgica reforça que não foi localizada "evidência de prestação de serviços objeto do contrato com a MO".

As informações foram passadas pela atual diretoria da Metasa, que prometeu averiguar internamente mais detalhes sobre o compromisso firmado com a empresa de Youssef. Instada pela comissão parlamentar a esclarecer se mantém negócios diretamente com a Petrobras, a metalúrgica informou ter assinado um contrato no valor de R$ 51 milhões em 2009.

A Metasa, segundo seus advogados, foi forneceu estruturas metálicas à estatal e auxiliou na montagem para a construção do Dique Seco do Estaleiro do Rio Grande. Mas há outros contratos firmados com empresas fornecedoras da Petrobras, explicou a Metasa, contratos esses que não passaram por licitação.

Em um movimento paralelo, a Metasa também protocolou nesta segunda-feira (24) documentos na Justiça Federal de Curitiba (PR), onde tramita um inquérito aberto pela Polícia Federal especificamente para investigar a metalúrgica.

De acordo com a empresa, dois executivos da gestão anterior da companhia se dispõem a informar PF as circunstâncias do pagamento à MO. Eles escreveram aos atuais administradores que são "as únicas pessoas que detêm conhecimento do assunto", sem explicar mais nada, e pediram para ser ouvidos em depoimento pela Polícia Federal.

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