PC estuda uso de câmeras para liberar policiais que vigiam delegacias

Ideia é usar a mão de obra que era usada para vigiar patrimônio em investigações; alteração não aconteceria em delegacias onde ficam estoques de drogas, armas e dinheiro

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Local. Unidade de BH especializada no combate ao crime fica na rua Aimorés, no bairro Barro Preto
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Local. Unidade de BH especializada no combate ao crime fica na rua Aimorés, no bairro Barro Preto

A Polícia Civil (PC) de Minas Gerais começa a estudar a possibilidade de usar monitoramento por câmeras e alarme para substituir a utilização de policiais como vigias de delegacias que não mantenham estoques de armas, drogas e dinheiro apreendidos pela corporação. Um projeto piloto já está em andamento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, onde quatro policiais que faziam a vigilância foram substituídos por câmeras e passaram a atuar na investigação de crimes contra a mulher.

Conforme a delegada Tânia Darc, chefe do Departamento de Investigação, Orientação e Proteção à Família, a visão atual da PC é de aproveitar ao máximo a mão de obra que dispõe. "Foi feito um levantamento que precisou que o Estado gasta muito pagando servidores para tomarem conta de prédios, quando este grande número de policiais poderiam estar em campo, investigando e elucidando delitos", explicou. 

Para a policial, o servidor que foi treinado, que o Estado investiu para ele se tornar capacitado para o cargo, acabava sendo usado para um fim limitado, como vigiar móveis, computadores e outros pertences de delegacias. "Claro que não podemos deixar bens de valor apreendidos pela corporação ficarem à mercê de bandidos. Por isso, somente delegacias que possuem apenas um patrimônio considerado normal, como é o caso da Delegacia de Mulheres da capital, poderão passar por essa mudança", disse Tânia Darc.

As imagens das câmeras de seguranças são enviadas para a Central, onde no menor sinal de irregularidade uma unidade operacional será acionada para averiguar o prédio público. Procurada, a PC informou que não há qualquer decisão institucional da instituição no sentido de desguarnecer as unidades policiais da devida vigilância, serviço executado ora por servidores e ora por câmeras de segurança.  

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