Minas é o estado com mais pontos de exploração sexual de menores

Levantamento apresentado pela Polícia Federal mostra que Estado ocupa primeiro lugar no país pelo segundo ano seguido

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Punição.  O Código Penal estabelece quatro a dez anos de prisão para o crime de exploração sexual
JADSON MARQUES
Punição. O Código Penal estabelece quatro a dez anos de prisão para o crime de exploração sexual

Minas Gerais segue como o Estado com maior número de pontos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais do país. A informação foi divulgada nesta terça-feira pela Polícia Rodoviária Federal. A pesquisa aponta quais são e onde ficam os locais que apresentam condições propícias à exploração sexual de menores.

No Estado foram encontrados 313 pontos vulneráveis, um número quase 25% maior que o encontrado pela investigação feita entre 2011 e 2012, quando foram identificados 252 locais suspeitos. Minas apresenta também o maior número de municípios com pontos críticos ou de alto risco de exploração sexual. A Bahia é o segundo estado com maior número de locais identificados, com 216 pontos levantados. O Estado apresentou um crescimento de mais de 180% em relação ao levantamento anterior.

O levantamento foi realizado entre 2013 e 2014, em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Childhood Brasil, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Ministério Público do Trabalho.

Em todo o país foram encontrados 1.969 pontos vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em 470 munícipios. Desse total, 566 foram considerados pontos críticos; 538, com alto risco; 555, com médio risco; e, por fim, 310 pontos foram avaliados como de baixo risco.  A maior parte dos pontos identificados são postos de combustíveis.  O projeto Mapear está em sua sexta edição, ele foi criado há 12 anos e busca ampliar e fortalecer ações de enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes no território brasileiro.  A análise demonstrou uma ligação entre tais municípios e o IDHM-educação baixo (especialmente apontando para analfabetismo e evasão escolar), baixa renda e crianças e adolescentes em situação economicamente ativa.

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