Fernando de Noronha tem mapeamento subaquático do Google

Street View mostrará como era ponto do oceano no momento da captura das imagens, incluindo vistas de corais, golfinhos e tubarões; serviço deve estar disponível em 2015

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Mar de Noronha: belezas e fauna marinha ameaçadas pelo vaivém do óleo diesel
vitor milhelm/divulgação
Mar de Noronha: belezas e fauna marinha ameaçadas pelo vaivém do óleo diesel

O Google Maps literalmente aprofundou o seu mapeamento. Além de ruas e pontos da superfície da Terra, agora, o fundo do mar também será identificado com mais precisão. A empresa está fazendo o mapeamento subaquático dos oceanos e, no Brasil, o local escolhido para início das atividades foi o arquipélago de Fernando de Noronha.

De acordo com a BBC, a primeira parte do projeto incluiu o mapeamento de 50 km a pé e 6 km embaixo d'água, ao longo de 12 dias, em Fernando de Noronha e no Atol das Rocas (reserva ecológica próxima).

Os técnicos do Google precisaram usar uma mochila especial com uma enorme bola na ponta, onde ficam 15 câmeras fotográficas que captam imagens em 360º. Através de uma antenas de GPS é possível fazer a geolocalização de forma a vincular cada imagem a um ponto geográfico específico.

Tomás Czamanski Nora, responsável técnico pelo projeto na América Latina, disse que o projeto faz parte de uma ambição maior do Google Maps, de fazer um mapeamento de todo o mundo. Ele ressaltou que Fernando de Noronha foi o ponto de partida, tanto para fazer o Street View (mapeamento das ruas) quanto a primeira coleta das imagens subaquáticas no Brasil.

Como vai funcionar - Quando o usuário acionar o serviço de localização, o o bonequinho do Street View mostrará exatamente como era aquele ponto do oceano no momento da captura das imagens, o que inclui as vistas de corais, golfinhos e tubarões.

O projeto de mapeamento oceânico já ocorreu também em reservas ambientais subaquáticas da Flórida, nos Estados Unidos, e da Austrália.

Segundo o Google, as imagens devem estar disponíveis para os usuários do Google Maps no início de 2015.

O projeto de mapeamento oceânico já ocorreu também em reservas ambientais subaquáticas da Flórida (EUA) e da Austrália.

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