PF busca 16 suspeitos por tráfico internacional entre Bolívia e Brasil

Foram apreendidos 721 kg de cocaína, um caminhão, R$ 400 mil e US$ 400 mil; líderes da quadrilha já estão presos em Minas e em São Paulo

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Fundos falsos em carro buscavam esconder a droga transportada
Polícia Federal/Divulgação
Fundos falsos em carro buscavam esconder a droga transportada

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Krull, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas. Entre os investigados estão um dos principais fornecedores de drogas para o Primeiro Comando da Capital (PCC). O traficante, que cumpria pena em regime aberto em Juiz de Fora, na Zona da Mata, residia em Iturama, na região do Triângulo Mineiro, de onde articulava todos os movimentos do grupo, passando-se por pecuarista. Outro membro que desempenhava importante papel na organização criminosa ficou conhecido pelo envolvimento no furto ao Banco Central de Fortaleza em 2005 e atualmente controlava o tráfico de drogas na segunda maior favela paulista.

"Eles (a quadrilha) importavam a droga da Bolívia, tinham dois fornecedores principais. A droga ia de carro até a divisa com o Brasil e daí seguia em aeronaves para o interior do país: Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Depois era armazenada em local próximo para ser levada em veículos, em compartimentos secretos, e era entregue a alguns traficantes que distribuíam nos Estados. Foram três aviões, embarcações, bens móveis e imóveis e várias contas bancárias dos investigados e de terceiros que movimentavam o dinheiro", explicou o delegado federal André Gebrim Vieira da Silva.

O grupo é investigado há um ano e meio e neste período, segundo Silva, movimentou mensalmente uma tonelada de cocaína. Quando o crime era praticado por meio terrestre, utilizavam a cidade de Corumbá (MS) e pelo ar, usam pistas de pouso em Minas e Goiás. Os compradores finais da cocaína era especialmente de São Paulo e Rio de Janeiro. Cerca de 100 policiais cumprem 16 mandados de prisão e 15 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

De acordo com a assessoria da PF, o pagamento pela droga era feito por envio ou coleta de dinheiro, em reais ou dólares, depósitos em contas bancárias próprias ou de terceiros, ou, ainda, por remessa de dólares por meio de casas de câmbio. Durante a investigação, já foram apreendidos 721 kg de cocaína, um caminhão, R$ 400 mil e US$ 400 mil, além de duas Land Rover, um Camaro e armas. Os presos responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas e organização criminosa, podendo cumprir até 23 anos de reclusão. 

Os nomes dos presos não foi informado pela Polícia Federal, que os manterá em sigilo.

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