Racionamento em 2015 é descartado pelo ONS

Operador do Sistema Elétrico conta com chuvas até abril e crescimento da energia eólica

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Lago de Três Marias continua com nível baixo, mas parou de cair
Paulo Emilio Bellardini / Jornal
Lago de Três Marias continua com nível baixo, mas parou de cair

O racionamento de energia em 2015 foi descartado nesta segunda pelo diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Jorge Chipp. “Fala-se nisso desde o começo deste ano, o que não aconteceu. É que há setores que defendem que, quanto pior, melhor. Os níveis de risco simulado estão abaixo de 5%”, diz.

Chipp esteve nesta segunda em Belo Horizonte para a abertura do 13º Encontro para Debates de Assuntos da Operação (EDAO), que aconteceu no hotel Ouro Minas, no bairro Ipiranga, região Nordeste da capital.

Apesar do fraco crescimento do país, que de acordo com analistas do mercado financeiro terá alta de 0,20% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, segundo o último Boletim Focus, o consumo de energia terá expansão de 3,5% a 4%, conforme o diretor. “É que mudou o perfil da carga. Embora a indústria não tenha crescido, o setor de serviços teve aumento da demanda”, observou.

Para o diretor-geral do ONS, o incremento da demanda no próximo ano também deverá ser da ordem de 3,5% a 4%. Chipp disse que a previsão para o nível dos reservatórios da região Sudeste/Centro-Oeste para o fim de novembro deve ficar entre 15,5% e 16%. Para a região Nordeste, a estimativa é que fique na casa de 13% a 14%. “Em abril, se chegarmos a 30%, 35%, estaremos tranquilos”.

A região Sudeste/Centro-Oeste responde por 70% de toda a capacidade de armazenamento do país. E o Nordeste, 18%. Durante o painel que tratou da segurança da operação do sistema elétrico do país, ele ressaltou a necessidade de sair das medidas corretivas para as preventivas.

Uma das apostas é o aumento de participação da energia eólica. O parque eólico, que deverá responder por 11,5% da capacidade instalada em 2023, conforme dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em 2014 deve responder por 3%.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave