Secretário de Defesa dos EUA deixa o cargo após pressões

Divergência na forma de combate ao Estado Islâmico teria sido determinante para a renúncia

iG Minas Gerais |

Decisão. Chuck Hagel e Obama teriam chegado a um acordo sobre a hora do secretário deixar o cargo
Carolyn Kaster
Decisão. Chuck Hagel e Obama teriam chegado a um acordo sobre a hora do secretário deixar o cargo

Washington, EUA. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou nesta segunda que o secretário da Defesa Chuck Hagel chegou à conclusão que era “a hora certa” para encerrar seu trabalho. Obama disse que Hagel vai permanecer no cargo até que seu sucessor no Pentágono esteja confirmado. A saída de Hagel estaria em parte ligada às divergências sobre a estratégia adotada contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria, de acordo com informações publicadas pelo jornal norte-americano “The New York Times”.  

Hagel teve um mandato difícil, de quase dois anos, durante o qual lutou para fazer parte da equipe de política externa da Casa Branca. Ele deixa o posto sob pressão, em meio a várias crises de política externa, dentre elas a ascensão do grupo EI. Em suas declarações feitas nesta segunda, Obama chamou Hagel de “secretário da Defesa exemplar”.

Já Hagel afirmou que o governo Obama colocou o Departamento de Estado e os Estados Unidos num curso mais forte na direção da estabilidade e da segurança. Ele se declarou “imensamente orgulhoso” do que conquistou durante seu mandato. Segundo Hagel, os Estados Unidos se prepararam, assim como a seus aliados no Exército do Afeganistão, para uma transição de sucesso. Ele disse que o país fortaleceu suas alianças e parcerias no exterior, enquanto responde, com êxito, à crise global. Hagel afirmou também que o Pentágono deu início a importantes reformas que vão preparar as Forças Armadas norte-americanas para desafios futuros.

Dificuldade. Hagel, que teve muita dificuldade para aprimorar seus laços com o Congresso dos Estados Unidos após ter sua confirmação para o cargo em uma audiência conturbada em 2013, submeteu sua renúncia após longas discussões com Obama, que começaram em outubro, segundo fontes.

Obama teria tomado a decisão na última sexta-feira, mas segundo um funcionário do governo, que pediu para não ser identificado, tanto o presidente quanto Hagel concordaram que era a hora do secretário deixar o cargo.

Especulações. Os principais nomes cotados para o cargo incluem Michele Flournoy ex-subsecretária de Defesa, e Ashton Carter, ex-vice-secretário de Defesa, que já eram citados para o cargo antes mesmo de Hagel ser nomeado para o posto.

O senador Jack Reed, Democrata de Rhode Island, é outro possível concorrente.

Senador republicano pelo Estado do Nebraska entre 1996 e 2008, Chuck Hagel deixou a política para ser professor na Universidade de Georgetown e, antes de chegar ao Pentágono, ocupou a presidência do Atlantic Council, um centro de estudos especializado em segurança e defesa.

Veterano

Pioneiro. Hagel serviu na Guerra do Vietnã e era o único republicano na equipe de segurança dos EUA. Ele foi o primeiro veterano de guerra a liderar o Departamento de Defesa, cargo que assumiu em 2013.

Tropas tomam duas cidades no Iraque e parte de Kobane Bagdá, Iraque. Tropas iraquianas, apoiadas por milicianos xiitas e forças de segurança curdas, retomaram duas cidades tomadas anteriormente pelo grupo Estado Islâmico (EI) na província de Diyala, leste do país, informaram policiais do Iraque nesta segunda. Militares de Diyala disseram que as forças iraquianas entraram nas cidades de Saadiya e Jalula na noite de domingo, depois de violentos confrontos com combatentes do EI. Os jihadistas continuavam em alguns focos de resistência nas proximidades das duas cidades, informaram as fontes. Equipes especializadas desarmavam bombas não detonadas plantadas pelas ruas pelo EI antes de sua retirada. Algumas famílias que fugiram da região já voltavam para suas casas. Na Síria, os combatentes curdos ganharam espaço em Kobane, cidade perto da fronteira com a Turquia onde os jihadistas do EI, que tentam controlá-la, perderam 18 combatentes. A informação foi confirmada nesta segunda pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

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