Mente pode libertar ou aprisionar

A psicóloga do Ceresp Raquel Nogueira diz que o projeto é uma ótima alternativa de ajuda, porque as detentas não contam com nenhuma atividade

iG Minas Gerais | Ana Elizabeth Diniz |

A presidente da Associação Mentes Libertas, Alice Casasanta, conta que o projeto nasceu da confiança na meditação como elemento transformador da consciência e estimulador do bem-estar físico e mental.  

“A meditação desperta e fortalece a consciência, que é um grande agente transformador, e pode ser praticada por qualquer pessoa. A prática favorece o contato do indivíduo com sua verdadeira natureza, o autoconhecimento. É um tempo que elas têm para voltar para si próprias”.

A diretora do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Centro-Sul, Luciana Maria de Oliveira, considera a meditação um projeto muito positivo e com resultados visíveis.

“Ele tem um impacto forte porque tira as detentas da cela e resgata nelas o respeito, a individualidade e estimula um momento de pensar, de introspecção dentro do ambiente carcerário. É um desafio trabalhar com presas provisórias”.

A psicóloga do Ceresp Raquel Nogueira diz que o projeto é uma ótima alternativa de ajuda, porque as detentas não contam com nenhuma atividade. As monjas são muito afetivas, e isso é percebido por elas, que gostam de se sentir gente, dignificadas”.

As mulheres sentam para meditar, e a prática chega ao fim com uma visível mudança corporal, energética e emocional do grupo. A agente carcerária as conduz de volta às celas. Quem sabe possam descobrir que os pensamentos podem aprisionar ou libertar. 

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