Sem a equipe econômica nova, Bovespa tem queda

Líder do PT no Senado defende Joaquim Levy, a quem o partido estaria resistindo

iG Minas Gerais | Larissa Arantes |

Escolhido. Humberto Costa e outros petistas defenderam Joaquim Levy, que seria “o mais completo”
Waldemir Barreto/Agência Senado
Escolhido. Humberto Costa e outros petistas defenderam Joaquim Levy, que seria “o mais completo”

São Paulo. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conseguiu sustentar a euforia da última sexta-feira, quando encerrou a melhor semana desde 2009, apenas por um breve período nesta segunda. Os ganhos acumulados e a falta de continuidade às notícias sobre a mudança da equipe de política econômica deram espaço para uma realização de lucros, ainda puxada pelos dados fracos divulgados sobre a economia brasileira. Petrobras e bancos, que na sexta-feira puxaram o índice para cima, nesta segunda efetuaram o movimento contrário.

O Ibovespa terminou com queda de 1,21%, aos 55.406,91 pontos. No mês, ainda acumula ganho de 1,43% e, no ano, sobe 7,57%. O giro financeiro totalizou R$ 8,557 bilhões.

Segundo profissionais, o nome de Joaquim Levy para a Fazenda agradou, mas ainda falta a efetivação dos indicados para a tríade econômica – Nelson Barbosa iria para o Planejamento e Alexandre Tombini ficaria no Banco Central. É esperado que isso aconteça até quinta-feira, quando o governo já deve ter conseguido aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no Congresso.

Até que isso aconteça, no entanto, o mercado não deve mergulhar de cabeça nas expectativas, ainda mais porque há uma resistência forte ao nome de Levy dentro do PT, que o considera liberal demais. Nesta segunda, entretanto, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, saiu em defesa da presidente Dilma ao defender a escolha de Levy para a Fazenda. Costa disse que “todos” estão confiantes na condução de Levy da política econômica, caso ele venha a ser confirmado como titular da pasta.

Até o governador eleito de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, defendeu a indicação do economista Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda. “É um homem de trajetória reconhecida, uma pessoa íntegra, correta”, disse nesta segunda, num evento em Belo Horizonte. Mas destacou que a nomeação dele depende da presidente. 

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