Homem que cobrava R$ 2.000 para facilitar exame da CNH é preso em BH

Suspeito foi detido na manhã desta segunda-feira (24) em Belo Horizonte junto com outros quatro moradores de Ubá, que pagaram para burlar a prova

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Um homem de 42 anos foi preso em flagrante, na manhã desta segunda-feira (24), sob suspeita de estelionato. Ailton de Oliveira, que estava sendo investigado há oito meses, cobrava um valor de R$ 2.000 para facilitar o processo de candidatos durante o exame da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).   

Por meio da assessoria de imprensa da Polícia Civil, a delegada de plantão do Detran, Sandra Figueiredo, informou que, além de Oliveira, outras quatro pessoas do interior do Estado foram detidas. Todas pagaram o valor de R$ 150 para que o criminoso facilitasse o processo.

Oliveira, que é morador de Ubá, cobrava de cada candidato esse valor para traze-los até a capital mineira. A quantia seria para pagar o transporte do futuro motorista até Belo Horizonte e para dar baixa nos documentos. Em seguida, o estelionatário seguia para a cidade de Santo Antônio de Pádua, no Rio de Janeiro, onde emitiria as carteiras. A promessa é de que o documento chegasse na casa do cliente em até 30 dias.

Dentro do carro do suspeito foram encontrados dois moldes de silicone que seriam utilizados para falsificar a digital do candidato. Os objetos passaram pela perícia e serão analisados.

Em depoimento, o suspeito disse já ter trabalhado em uma auto-escola. Ele confessou o crime e, em depoimento, afirmou que recebia os R$ 2.000 para ajudar os candidatos, mas não quis dizer mais nada.

A Polícia Civil informou que Oliveira já havia sido preso antes. Ele já respondeu por extorsão, formação de quadrilha, porte de arma e estelionato, no entanto nunca havia sido preso em flagrante. Em maio, a polícia havia encontrado na casa do suspeito vários documentos com número de identidade e CPF.  

O caso será investigado e quem for preso utilizando uma carteira falsificada por Oliveira também responderá processo, segundo a Polícia Civil. A hipótese de funcionários do Detran de Belo horizonte envolvidos no esquema foi inicialmente descartada. Oliveira foi levado para o da Ceresp da Gameleira, na região Oeste da capital, onde ficará a disposição da Justiça. 

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