Delegada vai pedir mais prazo para investigar rompimento de barragem

Segundo a Polícia Civil, ela deve aguardar o resultado do laudo de necropsia do corpo de Adilson Batista para concluir o inquérito; extensão do prazo adicional será decidida pela Justiça

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

A delegada Mellina Isabel Silva Clemente vai pedir que a Justiça conceda mais prazo para que o inquérito que apura as causas do rompimento da barragem de rejeitos da Herculano Mineração seja concluído. O acidente aconteceu em setembro deste ano, em Itabirito, na região Central do Estado, e deixou três mortos.

De acordo com a Polícia Civil, como o corpo de Adilson Aparecido Batista, de 44 anos, só foi encontrado na última quinta-feira (20), a delegada deve aguardar o resultado do laudo de necropsia - que deve sair em até 30 dias - para concluir a investigação. O operário foi reconhecido por familiares na sexta-feira (21). O pedido de dilação do prazo deve ser encaminhado à Justiça nesta semana.

Ainda segundo a Polícia Civil, é o juiz quem decide quanto tempo adicional a delegada terá para encerrar o inquérito, baseado no que já foi apurado até o momento e no que ainda precisa ser feito.

No início do mês de novembro, a Justiça concedeu mais 30 dias para que a delegada apurasse o caso, porque o laudo desenvolvido pelo Instituto de Criminalística não tinha ficado pronto.

O caso

No dia 10 de setembro, uma barragem de resíduos se rompeu em Itabirito, na região Central do Estado. Morreram no acidente o topógrafo Reinaldo da Costa Melo, de 68 anos, e o operário Cristiano Fernandes Silva, de 32, e Adilson Aparecido Batista, de 44. Geraldo Moreira, de 42 anos, recebeu alto do Hospital João XXIII no mesmo dia em que ocorreu o rompimento.

O corpo de Batista só foi encontrado no dia 20 de novembro, mais de dois meses depois do acidente, por operários que trabalhavam no local.

A investigação começou a ser feita com um sobrevoo da barragem e acompanhamento do trabalho da perícia na área da mineradora pela delegada do caso. Foram intimadas testemunhas, como familiares das vítimas e diretores da empresa para comparecer à delegacia e verificar a versão dos fatos. Além das causas do rompimento da barragem de resíduos, a polícia também vai investigar possíveis danos ambientais causados pelo acidente. O Ministério do Trabalho também fiscalizou o local.

 

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