Fundos de pensão sob suspeita

iG Minas Gerais |

Brasília. Investigadores da Lava Jato já encontraram indícios de ramificações do esquema de conluios e propinas do doleiro Alberto Youssef em fundos de pensão de estatais e de servidores públicos.

Em outubro, o advogado Carlos Alberto Pereira Costa, um dos principais auxiliares de Youssef, disse em depoimento que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, frequentou uma empresa em São Paulo entre 2005 e 2006 para tratar de negócios de fundos de pensão com um operador do doleiro.

Carlos Alberto Costa menciona, ainda, um suposto pagamento de propina a dirigentes da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras.

A PF também encontrou e-mails em computadores de pessoas ligadas a Youssef atribuindo à influência de Vaccari a aplicação, em 2012, de R$ 73 milhões das fundações Petros e Postalis, esta última dos funcionários dos Correios, na empresa Trendbank, que administra fundos de investimentos, causando prejuízos às fundações. Vaccari negou as acusações.

Também em 2012, o fundo Postalis teve prejuízo ao aplicar R$ 40 milhões num fundo no banco BNY Mellon, por meio de uma gestora de investimentos indicada a dirigentes da fundação por operadores de Youssef.

“Amém”

Clube. Os fundos de pensão de estatais, que administram juntos mais de R$ 450 bilhões, são suspeitos de formar o “Clube do Amém”, que encaminha investimentos para negócios duvidosos e acumula, com outras fundações, prejuízos milionários.

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