Técnica poderá curar outras doenças

iG Minas Gerais |

O primeiro relato de uso do transplante fecal para o tratamento de doenças data do século IV, na China. Depois, nos séculos XVI e XVII, outros registros médicos mencionavam a técnica. Mas foi somente há cerca de dois anos, com a publicação de um estudo sobre o tema no periódico científico “The New England Journal of Medicine”, que o transplante começou a ganhar o mundo.

“Na Austrália, o maior pesquisador dessa técnica já realizou mais de 400 transplantes. Em minha clínica, já estamos com 16 casos”, revela o médico Aloísio Carvalhaes, de Campinas, em São Paulo.

O transplante fecal também está sendo pesquisado para o tratamento de outras doenças. Segundo Carvalhaes, há pesquisas do uso das fezes no tratamento da esclerose múltipla, do diabetes tipo 2, da síndrome da fadiga crônica, da arteriosclerose. Um médico nos Estados Unidos tem estudos que indicam que as fezes podem ser mais uma arma contra a obesidade. “Todas essas doenças são de difícil controle. Não podemos levar às pessoas esperanças infundadas, mas pode ser que, em um futuro próximo, possamos interagir com essas doenças por meio do transplante de fezes”, espera Carvalhaes. (RS)

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