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Ciclo de palestras no Palácio das Artes apresenta relatório da parceria entre governos mineiro e francês na cultura

iG Minas Gerais | Daniel Oliveira |

Resultado. A primeira edição do “Noite Branca” em 2012 foi um dos frutos da parceria com a França
guilherme cunha / divulgação
Resultado. A primeira edição do “Noite Branca” em 2012 foi um dos frutos da parceria com a França

Deixando a casa em ordem para a troca de governo que acontece no Estado em 2015, a Secretaria de Cultura tem preparado todo um material de consulta como subsídio para a próxima gestão. “Entendemos que os novos gestores têm total autonomia para continuar ou fazer adequações às ações, mas que é nossa responsabilidade deixar essas informações disponibilizadas e organizadas para eles”, pondera a secretária de cultura Eliane Parreiras.

Parte desse esforço é a primeira edição da “Série Reflexões – Várias Culturas, Muitos Caminhos”, que acontece hoje das 10h às 18h na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes. O ciclo de palestras, realizado em parceria com a Embaixada da França no Brasil, vai apresentar os desdobramentos na área da cultura do acordo geral de cooperação assinado entre os governos mineiro e francês em 2010.

Entre os exemplos de resultados dessa parceria – em especial com a região de Nord-pas de Calais, que apresenta várias semelhanças com Minas, como o fato de ser um antigo polo de mineração – estão a realização do primeiro “Noite Branca”, em 2012, e os vários intercâmbios de artistas da música, teatro e dança como.

Com foco prioritário nas possibilidades de mútua cooperação entre agentes culturais mineiros e franceses, o ciclo será voltado especialmente para gestores culturais independentes e para a sensibilização de gestores municipais de cultura. “Vão ser apresentadas experiências públicas muito interessantes, e eles terão a possibilidade de monitorar e estabelecer novas redes de relacionamento com esses parceiros”, propõe Parreiras.

Entre essas experiências, estão os desdobramentos da Agenda 21, documento de referência da organização mundial Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU) que tem como objetivo estudar e desenvolver cidades referência na área cultural. A segunda mesa do dia vai apresentar uma avaliação das cidades que já estão em processo de implantação e amadurecimento dessa agenda. “Quem vai falar sobre isso é o Leônidas [Oliveira, presidente da Fundação Municipal de Cultura], que acabou de voltar do México porque BH foi escolhida por alguns projetos de destaque desse processo”, conta a secretária.

Segundo Parreiras, ele vai mostrar como Belo Horizonte se insere no contexto da Agenda “até porque é possível que outras cidades se sensibilizem e acreditem também”. Para ajudar nisso, quem também vai participar da mesa é o francês Philippe Valla, responsável pela Agenda 21 na cidade de Angers, considerado o projeto-piloto da iniciativa na França. “É uma oportunidade única para o gestor municipal ver alguém com uma experiência importantíssima falando dos princípios de implantação da Agenda”, adianta a secretária.

Todas essas temáticas desembocam em um dos principais eixos do evento, que é a descentralização e a visão da cultura como vetor econômico. “Queremos deixar a experiência acumulada como fonte para tomada de decisão no ano que vem, apresentar esse desafio da regionalização como um processo que ainda não está acabado”, conclui Parreiras.

Agenda

O que. Série Reflexões – Várias Culturas, Muitos Caminhos

Quando. Hoje, das 10h às 18h

Onde. Sala Juvenal Dias – Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1.537, centro)

Quanto. Entrada gratuita

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